Apenas para fins informativos — não constitui aconselhamento médico
Quão grave?
Risco de morte
Não
Vacina disponível?
Tempo até sintomas
Países afetados
Surtos ativos
Risco muito baixo para viajantes comuns. Associada ao contato com gado infectado ou picadas de mosquito durante surtos na África Subsaariana e na Península Arábica. Evite contato com sangue ou tecidos de animais e use proteção contra mosquitos durante surtos notificados.
Zoonose viral transmitida por mosquitos e contato com animais infectados, causando febre hemorrágica em casos graves.
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Febre | 90% | Moderado | Fase inicial |
| Cefaleia | 75% | Leve | Fase inicial |
| Mal-estar | 65% | Leve | Fase inicial |
| Mialgia | 70% | Moderado | Fase inicial |
| Dor nas costas | 50% | Moderado | Fase inicial |
| Calafrios | 40% | Leve | Fase inicial |
| Artralgia | 35% | Leve | Fase aguda |
| Hepatomegalia | 3% | Moderado | Fase aguda |
| Icterícia | 2% | Grave | Fase aguda |
| Perda de apetite | 50% | Leve | Fase aguda |
| Náusea | 40% | Leve | Fase aguda |
| Petéquias | 1.5% | Grave | Fase aguda |
| Vômitos | 30% | Leve | Fase aguda |
| Sangramento gengival | 1% | Grave | Fase aguda |
| Sangue nas fezes | 0.8% | Grave | Fase aguda |
| Equimoses | 1% | Moderado | Fase aguda |
| Tontura | 30% | Leve | Fase aguda |
| Hemorragia | 1.5% | Crítico | Fase aguda |
| Visão turva | 2% | Moderado | Fase tardia |
| Rigidez de nuca | 0.7% | Grave | Fase tardia |
| Cefaleia intensa | 0.8% | Grave | Fase tardia |
| Alteração da consciência | 0.25% | Crítico | Fase tardia |
| Confusão mental | 0.6% | Grave | Fase tardia |
| Dor ocular | 1.5% | Moderado | Fase tardia |
| Fotofobia | 1.5% | Leve | Fase tardia |
| Convulsões | 0.3% | Crítico | Fase tardia |
| Fadiga | 70% | Leve | Qualquer fase |
A febre do Vale do Rift (FVR) é uma zoonose viral causada por um Phlebovirus da família Phenuiviridae, transmitida principalmente por mosquitos Aedes e Culex e pelo contato direto com sangue ou tecidos de animais infectados (bovinos, ovinos, caprinos). Identificada pela primeira vez no Quênia em 1930, afeta primariamente ruminantes domésticos, causando abortos em massa e alta mortalidade neonatal em rebanhos.
Em humanos, a maioria das infecções é leve ou assintomática. Formas graves (1–3% dos casos) incluem doença hemorrágica, encefalite e doença ocular (retinite), com CFR global de ~1%, mas atingindo 50% na forma hemorrágica.
A febre do Vale do Rift (FVR) é causada pelo Phlebovirus RVFV (família Phenuiviridae), um arbovírus transmitido por mosquitos Aedes (transmissão transovariana — mantém vírus durante secas) e Culex (amplificação durante cheias). Zoonose: afeta principalmente ruminantes (bovinos, ovinos, caprinos) — abortos em massa e mortalidade animal são os primeiros sinais de surto. Transmissão humana: picada de mosquito, contato com sangue/fluidos de animais infectados (matadouros, veterinários), aerossóis em abate. NÃO há transmissão pessoa-a-pessoa. Endêmica na África Oriental/Southern (Quênia, Tanzânia, Somália, Madagascar) e Península Arábica. NÃO ocorre no Brasil. NÃO há vacina humana licenciada.
Procure atendimento médico urgente se apresentar: icterícia com sangramento (gengivas, nariz, vômitos ou fezes com sangue); confusão mental ou convulsões; perda súbita de visão ou visão turva persistente; ou febre alta com petéquias ou equimoses após exposição a animais doentes ou mosquitos em área endêmica. A forma hemorrágica pode evoluir rapidamente para óbito.
Sinais e sintomas mais comuns
A maioria dos infectados apresenta doença febril leve com cefaleia, mialgia, artralgia e mal-estar por 4–7 dias. Uma minoria desenvolve formas graves: doença ocular (visão turva, escotomas por retinite, 1–3 semanas após o início); doença hemorrágica (icterícia, petéquias, hematêmese, melena, epistaxe — início 2–4 dias após a febre); ou encefalite (confusão, alucinações, convulsões — 1–4 semanas após a infecção).
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Período de incubação: 2–6 dias. A forma febril dura 4–7 dias com recuperação espontânea. Complicações graves surgem em momentos distintos: doença hemorrágica no 2º–4º dia; doença ocular em 1–3 semanas; encefalite em 1–4 semanas após o início. A recuperação de formas graves é prolongada (semanas a meses). Recaídas são incomuns, e a infecção confere imunidade duradoura.
Como esta doença é identificada
O diagnóstico é feito por RT-PCR (mais sensível na fase aguda, primeiros 1–3 dias de febre), ELISA para IgM (positivo a partir do 4º–6º dia de doença) e isolamento viral em cultura celular (nível de biossegurança 3–4 requerido). Sorologia pareada (aumento ≥4× em IgG) confirma infecção recente. Em áreas endêmicas, epizootias (abortos em rebanhos) frequentemente precedem os casos humanos e servem como alerta epidemiológico.
Métodos de tratamento disponíveis
Não há tratamento antiviral específico aprovado para FVR. O manejo é de suporte: hidratação intravenosa, correção de coagulopatia (plasma fresco, plaquetas), suporte hemodinâmico em casos de choque hemorrágico e manejo de convulsões na encefalite. Ribavirina tem sido usada empiricamente em formas graves, mas a evidência é limitada. A doença ocular pode requerer corticosteroides intravítreos para retinite.
A maioria dos casos é tratada com eficácia quando diagnosticada precocemente.
Como se proteger
A prevenção envolve controle vetorial (larvicidas, repelentes, mosquiteiros), evitar contato com sangue e tecidos de animais doentes (uso de luvas e EPI ao manusear carcaças ou auxiliar partos de ruminantes) e vacinação animal (vacinas veterinárias atenuadas e inativadas disponíveis). Não há vacina humana licenciada, embora candidatas estejam em ensaios clínicos.
Pasteurização ou cozimento adequado de leite e carne elimina o vírus. Vigilância de epizootias em rebanhos é crucial para alerta precoce.
A preparação é a melhor proteção.
Viajantes para África Subsaariana e Península Arábica devem usar proteção contra mosquitos (repelentes, roupas longas, mosquiteiros) especialmente após períodos de chuvas intensas. Evite contato com animais de criação doentes, sangue ou tecidos animais. Não consuma leite cru ou carne malcozida em áreas endêmicas. O risco para turistas urbanos é baixo; trabalhadores rurais e veterinários têm risco elevado.
Estatísticas e dados geográficos
A FVR é endêmica na África Subsaariana e Península Arábica. Grandes surtos ocorrem em ciclos de 5–15 anos, associados a eventos climáticos (El Niño, chuvas acima da média) que favorecem a eclosão de ovos de Aedes depositados em depressões alagáveis. Surtos notáveis: Egito 1977 (200.000 casos), Quênia/Somália 1997–98, Arábia Saudita/Iêmen 2000, e África Oriental 2006–07. O potencial de introdução em novas regiões é uma preocupação crescente.
Quem tem mais risco
Os principais fatores de risco incluem: contato ocupacional com ruminantes (fazendeiros, veterinários, abatedores — exposição a sangue, fluidos e aerossóis); exposição a mosquitos em áreas endêmicas após chuvas intensas; manipulação de carcaças sem EPI; e consumo de leite cru ou carne malcozida. Trabalhadores de laboratório que manipulam o vírus também apresentam risco elevado.
Complicações potenciais
As complicações graves incluem doença hemorrágica (febre hemorrágica com CIVD, insuficiência hepática — CFR ~50%), encefalite (confusão, convulsões, coma — pode deixar sequelas neurológicas permanentes), doença ocular (retinite macular com perda visual permanente em até 50% dos casos) e insuficiência hepática fulminante. Complicações podem ocorrer isoladamente ou combinadas, e o surgimento pode ser tardio (semanas após a fase aguda).
Resultados esperados e recuperação
O prognóstico geral é favorável: a maioria dos casos é autolimitada com recuperação completa em 1–2 semanas. A CFR global é de ~1%. Entretanto, a forma hemorrágica tem CFR de ~50%, e a encefalite pode deixar sequelas neurológicas permanentes. A doença ocular pode resultar em perda visual permanente em 50% dos afetados por retinite macular.
O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
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