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Quão grave?
Risco de morte
Sim
Vacina disponível?
Tempo até sintomas
Países afetados
Surtos ativos
Gastroenterite viral altamente contagiosa causada pelo rotavírus.
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Diarreia | 95% | Grave | Fase inicial |
| Vômitos | 90% | Moderado | Fase inicial |
| Cólicas abdominais | 70% | Moderado | Fase inicial |
| Febre | 65% | Leve | Fase inicial |
| Irritabilidade | 25% | Leve | Fase inicial |
| Perda de apetite | 30% | Leve | Fase inicial |
| Mal-estar | 40% | Leve | Fase inicial |
| Desidratação | 60% | Grave | Fase aguda |
A gastroenterite por rotavírus é a principal causa de diarreia grave em crianças <5 anos em todo o mundo. O rotavírus pertence à família Reoviridae e é classificado em grupos (A–J), sendo o grupo A responsável pela grande maioria dos casos humanos. A transmissão é fecal-oral, altamente eficiente (dose infectante de apenas 10 partículas virais), e o vírus é extremamente estável no ambiente.
Antes da era vacinal, praticamente toda criança era infectada pelo rotavírus até os 5 anos de idade. Globalmente, o rotavírus causava ~528.000 óbitos/ano em crianças <5 anos (estimativa de 2000), reduzidos para ~128.000/ano (2016) com a expansão da vacinação.
Visão clínica geral: Principal agente de diarreia grave na infância, transmitido por via fecal-oral. Período de incubação de 1–3 dias. Manifesta-se com vômitos (frequentemente precedem a diarreia), diarreia aquosa profusa e febre, durando 3–8 dias. A desidratação é a principal causa de morbidade e mortalidade.
Vacinas orais (Rotarix, RotaTeq) reduziram hospitalizações por rotavírus em >80% nos países com vacinação universal. No Brasil, a vacina oral contra rotavírus humano (VORH) integra o PNI desde 2006.
Procure atendimento médico de emergência se a criança apresentar: sinais de desidratação grave (olhos encovados, fontanela deprimida, turgor cutâneo diminuído, ausência de lágrimas, boca muito seca, letargia); ausência de urina por >6–8 horas; vômitos incoercíveis impedindo reidratação oral; diarreia sanguinolenta (atípica — investigar outras causas); convulsões; ou prostração extrema com recusa de líquidos.
Sinais e sintomas mais comuns
O quadro clínico típico inicia com vômitos (em 80–90% dos casos), seguidos de diarreia aquosa profusa (não sanguinolenta, sem muco) e febre (38–39°C em ~65% dos casos). A diarreia pode alcançar 10–20 episódios/dia, com risco significativo de desidratação, especialmente em lactentes. Dor abdominal em cólica é comum.
Em adultos e crianças mais velhas, a infecção é geralmente mais leve ou assintomática (devido a imunidade parcial por infecções prévias). Lactentes prematuros e imunossuprimidos podem ter doença prolongada e grave.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Período de incubação: 1–3 dias. Os vômitos surgem primeiro (duração de 1–2 dias), seguidos de diarreia aquosa profusa (duração de 3–8 dias, pico no 2º–3º dia). A febre é mais alta nos primeiros 2 dias. A eliminação viral nas fezes pode persistir por até 10 dias após a resolução dos sintomas (importante para controle de infecção).
A doença é autolimitada na grande maioria dos casos. A primo-infecção tende a ser a mais grave; infecções subsequentes são progressivamente mais leves.
Como esta doença é identificada
O diagnóstico é feito por testes rápidos de antígeno (imunocromatografia ou ELISA) em amostras de fezes, com sensibilidade e especificidade >90%. RT-PCR é mais sensível e permite genotipagem viral, importante para vigilância epidemiológica. A microscopia eletrônica foi o método original de identificação, mas não é utilizada na prática clínica. O diagnóstico clínico presuntivo pode ser feito em contexto epidêmico, mas a confirmação laboratorial é importante para vigilância.
Métodos de tratamento disponíveis
Não há tratamento antiviral específico. O manejo é reidratação: terapia de reidratação oral (TRO) com solução de reidratação oral (SRO) para desidratação leve a moderada; reidratação intravenosa para desidratação grave ou vômitos incoercíveis. A alimentação deve ser mantida (não suspender aleitamento materno).
Probióticos (Lactobacillus rhamnosus GG, Saccharomyces boulardii) podem reduzir a duração da diarreia em ~1 dia. Zinco suplementar (10–20 mg/dia por 10–14 dias) é recomendado pela OMS para crianças em países em desenvolvimento. Antidiarreicos são contraindicados em crianças.
A maioria dos casos é tratada com eficácia quando diagnosticada precocemente.
Como se proteger
A vacinação oral é a principal medida preventiva. Duas vacinas estão disponíveis: Rotarix (monovalente, 2 doses — aos 2 e 4 meses) e RotaTeq (pentavalente, 3 doses — aos 2, 4 e 6 meses). Eficácia de 85–98% contra doença grave em países de alta renda, e 50–64% em países de baixa renda (ainda com impacto significativo na redução de óbitos). No Brasil, o PNI oferece a VORH (Rotarix) desde 2006.
Medidas complementares: higiene das mãos (sabão — álcool gel é menos eficaz contra rotavírus), saneamento, aleitamento materno e desinfecção de superfícies com hipoclorito.
A preparação é a melhor proteção.
A gastroenterite por rotavírus é um risco para crianças pequenas viajantes, especialmente para países de baixa renda com saneamento precário. Verifique se a vacinação contra rotavírus está completa antes de viajar com lactentes. A transmissão fecal-oral é difícil de prevenir apenas com higiene, dado o baixo inóculo infectante. Leve sais de reidratação oral na bagagem ao viajar com crianças para áreas com recursos médicos limitados.
Estatísticas e dados geográficos
O rotavírus tem distribuição global, infectando virtualmente todas as crianças até os 5 anos. Em países de clima temperado, há sazonalidade no inverno; nos trópicos, a circulação é perene. Antes da vacinação, ~528.000 óbitos/ano em crianças <5 anos (95% em países de baixa renda). A vacinação reduziu para ~128.000/ano (2016). No Brasil, a introdução da VORH no PNI (2006) reduziu hospitalizações por diarreia em crianças <1 ano em ~25% e a mortalidade por diarreia em ~22%.
Quem tem mais risco
Os grupos de maior risco para doença grave incluem: lactentes e crianças de 6–24 meses (maior gravidade); crianças não vacinadas; prematuros e crianças desnutridas; crianças em creches e instituições (transmissão facilitada); imunossuprimidos (doença prolongada com eliminação viral por meses); e crianças em países de baixa renda (menor acesso a reidratação, menor eficácia vacinal). Adultos imunocomprometidos e idosos institucionalizados também podem ter doença grave.
Complicações potenciais
A principal complicação é a desidratação grave (hipovolemia, acidose metabólica, distúrbios eletrolíticos — hipernatremia ou hiponatremia) que, sem tratamento, pode levar a choque e óbito. Outras complicações incluem: convulsão febril (2–7% dos casos hospitalizados); enterocolite necrosante (em prematuros); intussuscepção (associação fraca com infecção natural); encefalite e miocardite (raras); e diarreia crônica em imunossuprimidos (eliminação viral por meses).
Resultados esperados e recuperação
Com acesso a reidratação adequada, o prognóstico é excelente: a doença é autolimitada em 3–8 dias com recuperação completa. A CFR é <0,01% em países de alta renda, mas alcança 1–3% em países de baixa renda sem acesso à reidratação. Globalmente, ~128.000 óbitos/ano em crianças <5 anos (2016). Reinfecções ocorrem, mas são progressivamente mais leves. Complicações raras incluem convulsão febril e enterocolite necrosante em prematuros.
Esta doença é prevenível por vacinação. Proteção eficaz está disponível.
Converse com um especialista em medicina de viagem sobre o esquema recomendado antes da sua viagem.
Encontrar uma clínica de vacinação →O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
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