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Extremamente rara em viajantes. Focos endêmicos existem em Madagascar, República Democrática do Congo e partes do oeste dos Estados Unidos. Evite contato com roedores e pulgas. Se desenvolver febre alta repentina com linfonodos dolorosos ou tosse após possível exposição, procure atendimento de emergência imediatamente.
Infecção bacteriana grave por Yersinia pestis, transmitida por pulgas. Historicamente a "Peste Negra".
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Febre | 95% | Moderado | Fase inicial |
| Linfonodos inchados | 85% | Grave | Fase inicial |
| Calafrios | 85% | Leve | Fase inicial |
| Cefaleia | 80% | Moderado | Fase inicial |
| Mal-estar | 80% | Leve | Fase inicial |
| Mialgia | 55% | Leve | Fase inicial |
| Perda de apetite | 60% | Leve | Fase inicial |
| Hemoptise | 5% | Grave | Fase aguda |
| Febre alta | 65% | Moderado | Fase aguda |
| Equimoses | 12% | Moderado | Fase aguda |
| Aperto no peito | 6% | Moderado | Fase aguda |
| Tosse | 15% | Moderado | Fase aguda |
| Hepatomegalia | 20% | Leve | Fase aguda |
| Petéquias | 15% | Moderado | Fase aguda |
| Falta de ar | 8% | Grave | Fase aguda |
| Esplenomegalia | 15% | Leve | Fase aguda |
| Taquicardia | 50% | Moderado | Fase aguda |
| Dor abdominal | 25% | Leve | Fase aguda |
| Vômitos | 35% | Leve | Fase aguda |
| Diarreia | 15% | Leve | Fase aguda |
| Hipotensão | 25% | Grave | Fase tardia |
| Confusão mental | 10% | Grave | Fase tardia |
| Fadiga | 70% | Leve | Qualquer fase |
| Náusea | 45% | Leve | Qualquer fase |
A peste é uma doença zoonótica causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida principalmente pela picada de pulgas infectadas de roedores. É uma das doenças mais letais da história da humanidade, responsável por três pandemias devastadoras, incluindo a "Peste Negra" do século XIV.
Apresenta-se em três formas clínicas: peste bubônica (mais comum, 80–95%), peste septicêmica e peste pneumônica (mais letal e única forma com transmissão pessoa a pessoa via gotículas). Sem tratamento, a CFR da peste bubônica é de 30–60%, e da pneumônica, praticamente 100%. A OMS classifica a peste como doença de notificação obrigatória.
A peste é causada por Yersinia pestis (família Yersiniaceae), transmitida pela picada de pulgas infectadas (Xenopsylla cheopis) de roedores. Três formas: bubônica (mais comum — bubão inguinal/axilar doloroso), pneumônica (transmissão respiratória pessoa-a-pessoa, mais letal) e septicêmica. A peste causou pandemias históricas devastadoras (Peste Negra, século XIV — ~50 milhões de mortes na Europa). Atualmente, endêmica em foco residuais: Madagascar (maior número de casos), RD Congo, Peru, EUA (sudoeste). NÃO há focos ativos confirmados no Brasil desde os anos 2000, mas focos históricos existem no Nordeste (CE, PB, BA, PE — Chapada do Araripe e Borborema). O MS mantém vigilância de focos naturais.
Procure atendimento médico de emergência imediatamente se apresentar: linfonodo muito doloroso e aumentado (bubão) acompanhado de febre alta; tosse com escarro sanguinolento; hipotensão ou choque; necrose de extremidades (dedos ou pontas dos pés escurecidos); ou prostração extrema com febre. A peste pneumônica é fatal em 24–72 horas sem antibioticoterapia adequada.
Sinais e sintomas mais comuns
A peste bubônica manifesta-se com febre súbita, calafrios, cefaleia e aparecimento de bubão (linfonodo intensamente doloroso e edemaciado, geralmente inguinal, axilar ou cervical) 1–7 dias após a picada de pulga. A peste septicêmica apresenta febre, prostração, hipotensão e coagulopatia, podendo causar necrose acral (dedos enegrecidos — origem do nome "Peste Negra").
A peste pneumônica cursa com tosse produtiva (escarro hemoptoico), dispneia, dor torácica e febre alta, com progressão rápida para insuficiência respiratória em 24–72 horas sem tratamento.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Peste bubônica: Incubação de 1–7 dias; febre e bubão surgem abruptamente; sem tratamento, disseminação hematogênica ocorre em 2–6 dias, levando a septicemia e choque. Peste pneumônica: Incubação de 1–3 dias; progressão fulminante com insuficiência respiratória em 24–72 horas sem tratamento.
Com antibioticoterapia, a febre tipicamente cede em 2–3 dias, e os bubões regridem ao longo de 1–2 semanas, podendo necessitar de drenagem cirúrgica.
Como esta doença é identificada
O diagnóstico baseia-se em cultura de Yersinia pestis a partir de aspirado de bubão, sangue ou escarro (padrão-ouro). Testes rápidos de antígeno F1 (imunocromatografia) permitem diagnóstico presuntivo em campo em 15 minutos. PCR oferece alta sensibilidade e especificidade. A coloração de Gram e Wright-Giemsa de esfregaços pode revelar cocobacilos Gram-negativos bipolares ("alfinete de segurança").
Métodos de tratamento disponíveis
O tratamento precoce com antibióticos é essencial e reduz a CFR para <5%. Os antibióticos de primeira linha são estreptomicina e gentamicina (IM/IV). Alternativas incluem doxiciclina, ciprofloxacina e cloranfenicol (este último preferido para meningite por peste). O tratamento deve ser iniciado empiricamente diante de suspeita clínica, sem aguardar confirmação laboratorial.
Profilaxia pós-exposição com doxiciclina ou ciprofloxacina por 7 dias é recomendada para contatos próximos de pacientes com peste pneumônica.
A maioria dos casos é tratada com eficácia quando diagnosticada precocemente.
Como se proteger
A prevenção baseia-se em controle de roedores e pulgas (inseticidas, higiene ambiental), evitar contato com roedores selvagens mortos ou doentes e uso de repelentes em áreas endêmicas. Não há vacina comercialmente disponível (vacinas de célula inteira foram descontinuadas).
Profilaxia pós-exposição com doxiciclina ou ciprofloxacina por 7 dias é indicada para contatos de casos de peste pneumônica. Isolamento respiratório é obrigatório para pacientes com peste pneumônica.
A preparação é a melhor proteção.
Viajantes para áreas endêmicas (Madagascar, RDC, Peru, oeste dos EUA) devem evitar contato com roedores selvagens e seus habitats. Uso de repelente contra pulgas, evitar acampar próximo a tocas de roedores e não manusear animais mortos são medidas essenciais. Procure atendimento médico imediato se desenvolver febre com linfonodomegalia dolorosa após exposição em área endêmica.
Estatísticas e dados geográficos
A OMS recebe 1.000–2.000 notificações anuais de peste, embora a subnotificação seja significativa. Madagascar concentra a maioria dos casos globais (>75%), seguida por RDC e Peru. Nos EUA, 1–17 casos anuais ocorrem no oeste (Novo México, Colorado, Arizona). O surto de peste pneumônica urbana em Antananarivo (2017) com >2.400 casos ressaltou o potencial epidêmico da doença.
Quem tem mais risco
Os principais fatores de risco incluem: residência ou viagem a áreas endêmicas rurais (Madagascar, RDC, Peru); contato com roedores selvagens, suas pulgas ou animais predadores (gatos domésticos podem transmitir peste pneumônica); trabalho em laboratório com Y. pestis; e condições de vida precárias com infestação de roedores. Caçadores, veterinários e biólogos de campo têm risco ocupacional elevado.
Complicações potenciais
As complicações incluem septicemia (disseminação hematogênica com choque séptico e coagulação intravascular disseminada — CIVD), peste pneumônica secundária (a partir de disseminação hematogênica da bubônica), meningite por peste (rara, <10% dos casos) e gangrena de extremidades (necrose acral por CIVD). Sem tratamento precoce, a progressão para falência múltipla de órgãos é frequente.
Resultados esperados e recuperação
Com tratamento antibiótico adequado e precoce (nas primeiras 24 horas de sintomas), a CFR cai para <5% em todas as formas. Sem tratamento, a peste bubônica tem CFR de 30–60%, a septicêmica de 100% e a pneumônica de ~100%. A recuperação completa é esperada com tratamento oportuno, embora convalescença de semanas ocorra em casos de peste bubônica.
O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
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