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Muito rara em viajantes — menos de 1 caso por ano entre turistas. Transmitida pela mosca tsé-tsé na África Subsaariana rural. Vista roupas de cores neutras (a tsé-tsé é atraída por azul/preto), use repelente de insetos e evite áreas de mata. Procure atendimento para febre persistente com cancro após viagem de safári.
Doença parasitária transmitida pela mosca tsé-tsé, fatal sem tratamento. Conhecida como "doença do sono".
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Febre | 85% | Leve | Fase inicial |
| Cefaleia | 70% | Leve | Fase inicial |
| Linfonodos inchados | 80% | Leve | Fase inicial |
| Artralgia | 40% | Leve | Fase inicial |
| Hepatomegalia | 35% | Leve | Fase inicial |
| Prurido | 25% | Leve | Fase inicial |
| Mal-estar | 65% | Leve | Fase inicial |
| Mialgia | 35% | Leve | Fase inicial |
| Sudorese noturna | 30% | Leve | Fase inicial |
| Úlcera cutânea | 7% | Leve | Fase inicial |
| Esplenomegalia | 40% | Leve | Fase inicial |
| Distúrbios do sono | 65% | Moderado | Fase aguda |
| Confusão mental | 50% | Grave | Fase aguda |
| Alterações de personalidade | 35% | Moderado | Fase aguda |
| Tremor | 30% | Moderado | Fase aguda |
| Perda de peso | 60% | Moderado | Fase aguda |
| Irritabilidade | 25% | Leve | Fase aguda |
| Alteração da consciência | 15% | Crítico | Fase tardia |
| Ataxia | 25% | Moderado | Fase tardia |
| Convulsões | 10% | Grave | Fase tardia |
| Fadiga | 75% | Moderado | Qualquer fase |
| Edema | 30% | Leve | Qualquer fase |
| Taquicardia | 25% | Leve | Qualquer fase |
A tripanossomíase humana africana (THA), conhecida como doença do sono, é causada por protozoários do gênero Trypanosoma brucei, transmitidos pela picada da mosca tsé-tsé (gênero Glossina). Duas subespécies causam doença humana: T. b. gambiense (forma crônica, >95% dos casos, África Ocidental e Central) e T. b. rhodesiense (forma aguda, <5%, África Oriental).
Sem tratamento, a THA é invariavelmente fatal. Graças a programas de controle, o número de casos caiu para <1.000/ano (2023), e a OMS visa eliminação como problema de saúde pública até 2030.
Visão clínica geral: Doença parasitária transmitida pela mosca tsé-tsé, fatal sem tratamento. Duas formas: T. b. gambiense (crônica, meses a anos) e T. b. rhodesiense (aguda, semanas a meses). Ambas progridem do estágio hemolinfático (1) para o estágio meningoencefálico (2) com invasão do SNC.
O estágio 2 manifesta-se com distúrbios do sono (inversão do ciclo sono-vigília — origem do nome), alterações comportamentais, confusão e coma. Diagnóstico e estadiamento requerem punção lombar. A fexinidazol oral revolucionou o tratamento da forma gambiense.
Procure atendimento médico urgente se apresentar: sonolência diurna excessiva com insônia noturna após viagem à África Subsaariana; confusão mental ou alterações comportamentais; convulsões; febre recorrente com cefaleia intensa; ou nódulo doloroso no local de picada de inseto seguido de febre. Na forma rhodesiense, a progressão é rápida — miocardite e falência multissistêmica podem ocorrer em semanas.
Sinais e sintomas mais comuns
O cancro de inoculação (nódulo doloroso no local da picada) surge em 5–15 dias, mais comum na forma rhodesiense. O estágio 1 (hemolinfático) cursa com febre intermitente, cefaleia, prurido, linfadenopatia (sinal de Winterbottom — linfonodos cervicais posteriores, típico da forma gambiense) e edema facial.
O estágio 2 (meningoencefálico) manifesta-se com distúrbios do ciclo sono-vigília (sonolência diurna, insônia noturna), alterações de personalidade, confusão mental, tremores, ataxia e progressão para coma e óbito sem tratamento.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Forma gambiense: Progressão lenta ao longo de meses a anos. Estágio 1 (hemolinfático) com febre intermitente e linfadenopatia por meses; estágio 2 (meningoencefálico) com deterioração neurológica progressiva, coma e óbito em 2–3 anos sem tratamento. Forma rhodesiense: Progressão rápida em semanas a poucos meses; miocardite e envolvimento do SNC podem ocorrer precocemente, com óbito em semanas se não tratada.
Como esta doença é identificada
O diagnóstico requer detecção do parasita. Triagem: teste de aglutinação em cartão (CATT) para T. b. gambiense. Confirmação: pesquisa de tripanosomas em esfregaço de sangue (gota espessa, concentração por centrifugação em tubo capilar — mHCT) e aspirado de linfonodo. Estadiamento por punção lombar é obrigatório: presença de tripanosomas ou >5 leucócitos/µL no líquor indica estágio 2. PCR e LAMP oferecem maior sensibilidade para diagnóstico e monitoramento.
Métodos de tratamento disponíveis
O tratamento depende da espécie e do estágio. Forma gambiense: fexinidazol oral (10 dias) é o tratamento de primeira linha para ambos os estágios (revolução terapêutica desde 2019); NECT (nifurtimox-eflornitina combinada) é alternativa para estágio 2. Forma rhodesiense: suramina (estágio 1) e melarsoprol IV (estágio 2 — tóxico, encefalopatia reativa fatal em 5% dos tratados).
O acitozamida oral está em ensaios clínicos como alternativa oral para ambas as formas.
A maioria dos casos é tratada com eficácia quando diagnosticada precocemente.
Como se proteger
A prevenção baseia-se em evitar picadas da mosca tsé-tsé: usar roupas de mangas longas em cores neutras (a tsé-tsé é atraída por cores escuras e azuis vivos), evitar arbustos densos próximos a cursos de água durante o dia (habitat da tsé-tsé), e usar repelentes. Veículos devem manter janelas fechadas em áreas infestadas.
Vigilância ativa com rastreamento populacional (CATT) e tratamento dos infectados é a principal estratégia de eliminação. Técnicas de inseto estéril e armadilhas para tsé-tsé complementam o controle.
A preparação é a melhor proteção.
Viajantes para safáris e áreas rurais da África Subsaariana (especialmente parques nacionais da África Oriental e Central) devem proteger-se contra a mosca tsé-tsé: roupas de mangas longas em cores claras, repelentes com DEET, e evitar vegetação ribeirinha densa. A picada da tsé-tsé é dolorosa — procure atendimento se desenvolver febre ou nódulo no local da picada. O risco é baixo para turistas urbanos, mas real em safáris e ecoturismo.
Estatísticas e dados geográficos
A THA é restrita à África Subsaariana, na distribuição geográfica da mosca tsé-tsé ("cinturão da tsé-tsé"). A forma gambiense predomina na África Ocidental e Central (RDC, Guiné, Chade); a forma rhodesiense na África Oriental (Uganda, Tanzânia, Malaui). O número de casos caiu de ~300.000 estimados (1998) para <1.000 notificados (2023), graças a programas de vigilância e tratamento. A OMS visa a eliminação como problema de saúde pública até 2030.
Quem tem mais risco
Os principais fatores de risco incluem: residência ou viagem a áreas rurais de foco da mosca tsé-tsé na África Subsaariana; exposição ocupacional (agricultores, pescadores, pastores, caçadores); safáris e ecoturismo em parques nacionais com atividade de tsé-tsé; e falta de acesso a diagnóstico e tratamento precoces. A forma rhodesiense está associada a reservatórios animais (gado, animais selvagens), tornando a eliminação mais complexa.
Complicações potenciais
As complicações incluem: meningoencefalite (estágio 2 — deterioração neurológica progressiva, distúrbios do sono, convulsões, coma); miocardite (especialmente na forma rhodesiense — arritmias, insuficiência cardíaca); encefalopatia reativa ao melarsoprol (5% dos tratados, CFR 50%); anemia e coagulopatia; e desnutrição progressiva. Sequelas neurológicas permanentes podem persistir mesmo após a eliminação do parasita.
Resultados esperados e recuperação
Sem tratamento, a THA é 100% fatal. Com tratamento adequado, as taxas de cura são >95% para a forma gambiense (fexinidazol ou NECT) e >90% para a forma rhodesiense (suramina no estágio 1). O prognóstico piora significativamente com o avanço para o estágio 2. O melarsoprol apresenta encefalopatia reativa fatal em ~5%. Sequelas neurológicas podem persistir mesmo após tratamento bem-sucedido do estágio 2.
O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
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