A vacina contra febre tifoide injetável (Vi polissacarídica) contém o antígeno Vi purificado da cápsula de Salmonella enterica sorovar Typhi. É uma vacina inativada (polissacarídeo capsular), segura e bem tolerada, que confere proteção moderada por aproximadamente 3 anos. Nomes comerciais disponíveis no Brasil incluem Typhim Vi (Sanofi Pasteur). A febre tifoide é endêmica em diversas regiões do mundo, particularmente no Sul e Sudeste Asiático, África e partes da América Latina. No Brasil, a inc
A vacina contra febre tifoide injetável (Vi polissacarídica) contém o antígeno Vi purificado da cápsula de Salmonella enterica sorovar Typhi. É uma vacina inativada (polissacarídeo capsular), segura e bem tolerada, que confere proteção moderada por aproximadamente 3 anos. Nomes comerciais disponíveis no Brasil incluem Typhim Vi (Sanofi Pasteur).
A febre tifoide é endêmica em diversas regiões do mundo, particularmente no Sul e Sudeste Asiático, África e partes da América Latina. No Brasil, a incidência é relativamente baixa nas regiões Sul e Sudeste, mas persiste em áreas com saneamento precário do Norte e Nordeste. A vacina não faz parte do calendário rotineiro do PNI, mas está disponível nos CRIEs para grupos de risco e viajantes.
Diferentemente da vacina conjugada Vi-TT (Typbar-TCV), aprovada pela OMS para crianças a partir dos 6 meses, a vacina polissacarídica Vi não é imunogênica em menores de 2 anos devido à natureza T-independente da resposta ao polissacarídeo.
Viajantes (indicação principal):
Viajantes para regiões com alta incidência de febre tifoide: subcontinente indiano (Índia, Paquistão, Bangladesh — maior risco), Sudeste Asiático, África Subsaariana, América Central
Especialmente importante para viajantes que permanecerão por períodos prolongados (>2 semanas) ou visitarão áreas rurais com saneamento precário
Viajantes que consumirão alimentos e água fora de circuitos turísticos controlados
Viajantes VFR (visiting friends and relatives) — grupo com maior risco de febre tifoide
Indicações no Brasil (disponível nos CRIEs):
Trabalhadores que lidam com esgotos e dejetos
Profissionais de laboratório que manipulam Salmonella Typhi
Populações em áreas de surto (conforme orientação da vigilância epidemiológica)
Pessoas que viajam para áreas endêmicas dentro do Brasil (Norte, Nordeste)
Observações:
A vacina protege apenas contra S. Typhi — NÃO protege contra febre paratifoide (S. Paratyphi A, B, C) nem contra salmoneloses não tifoides
A proteção é parcial (50–80%) — manter cuidados com água e alimentos mesmo vacinado
Contraindicações absolutas:
Reação anafilática a dose anterior da vacina Vi polissacarídica
Hipersensibilidade grave a qualquer componente (fenol como conservante em algumas apresentações)
Precauções:
Doença febril aguda: adiar até recuperação
A vacina é inativada — NÃO é contraindicada em gestantes, lactantes ou imunossuprimidos (resposta pode ser subótima)
Crianças menores de 2 anos: a vacina Vi polissacarídica NÃO é imunogênica nesta faixa etária (considerar vacina oral Ty21a para >6 anos ou vacina conjugada Vi-TT se disponível)
Importante:
Reações muito comuns (>10%): Dor no local da injeção (até 97%, geralmente leve). Induração local (até 15%). Cefaleia (16–20%). Eritema no local (até 11%).
Reações comuns (1–10%): Febre ≥38°C (1–5%). Mal-estar geral. Mialgia. Náusea.
Reações incomuns a raras (<1%): Urticária. Erupção cutânea. Artralgia. Linfadenopatia regional.
Reações muito raras (relatos pós-comercialização): Anafilaxia. Reação vasovagal (relacionada ao procedimento de injeção, não à vacina). Neuropatia periférica (relação causal incerta).
Perfil geral: A vacina Vi polissacarídica é muito bem tolerada. Os efeitos colaterais são predominantemente locais e leves. Não há relatos de eventos adversos graves frequentes. O perfil de segurança é comparável entre a primeira dose e revacinações subsequentes.
Esquema posológico:
Dose única de 0,5 mL (25 mcg de antígeno Vi) por via intramuscular (IM) no deltoide
Administrar pelo menos 2 semanas antes da viagem
Reforço: dose única a cada 3 anos para indivíduos com exposição continuada
Via de administração:
Intramuscular (IM), preferencialmente no deltoide
Em crianças pequenas: vasto lateral da coxa
Conservação:
Armazenamento entre +2°C e +8°C
Não congelar
Apresentação líquida, pronta para uso
Seringa pré-preenchida ou frasco-ampola (conforme fabricante)
Disponibilidade no Brasil:
Disponível nos CRIEs (gratuito, mediante indicação médica)
Disponível em clínicas privadas de vacinação
NÃO faz parte do calendário rotineiro do PNI
Eficácia protetora: A eficácia estimada em ensaios clínicos randomizados varia de 55–72% nos primeiros 2 anos de acompanhamento (meta-análise Cochrane). A eficácia declina para 50% no terceiro ano e diminui progressivamente a partir de então.
Comparação com vacina oral Ty21a: Eficácia semelhante (50–80% para ambas). A vantagem da Vi polissacarídica é a conveniência (dose única IM vs. 3–4 doses orais) e a ausência de interação com antibióticos e antimaláricos.
Comparação com vacina conjugada Vi-TT: A vacina conjugada (Typbar-TCV) demonstrou eficácia de 81,6% (IC95%: 58,8–91,8) em ensaio clínico randomizado no Nepal, superior à Vi polissacarídica. A OMS recomenda preferencialmente a vacina conjugada, especialmente para crianças, mas a disponibilidade no Brasil é limitada.
Limitações:
Proteção apenas contra S. Typhi (não contra S. Paratyphi)
Eficácia moderada (inferior a muitas outras vacinas de viajantes)
Duração limitada (reforços a cada 3 anos)
Não imunogênica em menores de 2 anos (resposta T-independente)
Evidência de campo: Estudos de efetividade em áreas endêmicas confirmam redução significativa da incidência de febre tifoide em populações vacinadas. Dados da Índia e Vietnã sustentam a recomendação da OMS para vacinação em massa em áreas de alta incidência.
Coadministração: A vacina Vi polissacarídica pode ser administrada simultaneamente com todas as outras vacinas de viajantes (hepatite A, hepatite B, febre amarela, raiva, meningocócica, encefalite japonesa, cólera oral) e vacinas do calendário rotineiro, sem interferência na imunogenicidade de nenhuma delas.
Antibióticos: O uso concomitante de antibióticos NÃO interfere na resposta à vacina injetável Vi (diferentemente da vacina oral Ty21a). A vacina pode ser administrada durante antibioticoterapia.
Antimaláricos: Não há interação conhecida com proguanil, mefloquina, doxiciclina, atovaquona-proguanil ou cloroquina.
Imunossupressores: A resposta pode ser reduzida em pacientes imunossuprimidos. A vacina permanece segura (inativada). Administrar mesmo com expectativa de resposta subótima.
Pregnancy: Safe if travel warrants vaccination.
Injectable typhoid ViCPS (Vi polysaccharide) vaccine is an inactivated subunit vaccine and is considered safe during pregnancy when the risk of typhoid fever warrants vaccination.
Limited formal studies in pregnancy, but extensive post-marketing experience with no safety signals.
Preferred over oral Ty21a (live vaccine) during pregnancy.
WHO recommends vaccination for pregnant travelers to highly endemic areas (South Asia in particular).
Breastfeeding: Safe — no restrictions.
Injectable typhoid ViCPS vaccine is inactivated and poses no risk during breastfeeding. No modification to breastfeeding or vaccination schedule is required.
Pediatric use:
Injectable ViCPS: licensed from 2 years of age.
Children <2 years: ViCPS is not effective due to T-cell-independent polysaccharide response immaturity.
Typhoid conjugate vaccine (TCV, e.g., Typbar-TCV): licensed from 6 months — preferred for young children in endemic settings (WHO prequalified).
Single 0.5 mL IM dose. Revaccinate every 2–3 years if continued exposure.
Geriatric use:
No specific age-related concerns. Standard dose and schedule apply.
Immune response may be slightly reduced in elderly adults, but clinically protective levels are typically achieved.
Food and water precautions remain essential regardless of vaccination status.
Limitações da proteção: A vacina Vi confere proteção de apenas 50–80%, inferior às metas ideais. Mesmo vacinados devem manter cuidados rigorosos com higiene alimentar: consumir água tratada/fervida/engarrafada, evitar gelo de procedência duvidosa, alimentos crus ou mal cozidos, frutas sem casca e alimentos de vendedores ambulantes.
Revacinação: A proteção declina significativamente após 2–3 anos. Viajantes frequentes devem receber dose de reforço a cada 3 anos se mantiverem exposição. Cada reforço é uma dose única de 0,5 mL.
Crianças: Indicada apenas a partir dos 2 anos de idade. Para crianças de 6 meses a 6 anos em áreas altamente endêmicas, a vacina conjugada Vi-TT (Typbar-TCV) seria preferível, porém pode não estar disponível no Brasil.
Febre tifoide resistente: Cepas de S. Typhi extensivamente resistentes (XDR) estão emergindo no Paquistão e outras regiões. A vacinação é ainda mais importante para viajantes a estas áreas, complementada por orientação sobre precauções alimentares e sinais de alerta para procurar atendimento médico.
Nenhum dado de esquema disponível.
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O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
Termos de uso completosCompare the two typhoid vaccine options for travelers: oral Ty21a (Vivotif) vs injectable Vi polysaccharide. Learn the differences in efficacy, schedule, side effects, cost, and which is better for your trip.