Visão geral
Doença respiratória por SARS-CoV-2. Vacinas e antivirais disponíveis.
Sintomas
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Tosse | 68% | Ligeiro | Fase inicial |
| Febre | 88% | Ligeiro | Fase inicial |
| Artralgia | 8% | Ligeiro | Fase inicial |
| Arrepios | 11% | Ligeiro | Fase inicial |
| Fadiga | 38% | Ligeiro | Fase inicial |
| Cefaleia | 14% | Ligeiro | Fase inicial |
| Perda de apetite | 20% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mialgia | 15% | Ligeiro | Fase inicial |
| Tosse produtiva | 34% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dor de garganta | 14% | Ligeiro | Fase inicial |
| Diarreia | 4% | Ligeiro | Fase inicial |
| Tonturas | 9% | Ligeiro | Fase inicial |
| Congestão nasal | 5% | Ligeiro | Fase inicial |
| Náuseas | 5% | Ligeiro | Fase inicial |
| Rinorreia | 4% | Ligeiro | Fase inicial |
| Vómitos | 4% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dispneia | 19% | Grave | Fase aguda |
| Aperto torácico | 12% | Moderado | Fase aguda |
| Confusão mental | 2% | Grave | Fase aguda |
| Hemoptise | 1% | Grave | Fase aguda |
| Taquicardia | 7% | Moderado | Fase aguda |
| Dor abdominal | 3% | Ligeiro | Fase aguda |
| Hipotensão | 1.5% | Crítico | Fase aguda |
| Sibilância | 4% | Moderado | Fase aguda |
| Conjuntivite | 2% | Ligeiro | Qualquer fase |
Transmissão
Visão geral
A COVID-19 é uma doença infeciosa causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em Wuhan, China, em dezembro de 2019. Declarada pandemia pela OMS em março de 2020, provocou >770 milhões de casos e >7 milhões de óbitos confirmados até 2024. O vírus apresenta elevada capacidade de mutação, originando variantes de preocupação (Alpha, Delta, Omicron). A vacinação reduziu drasticamente a mortalidade e a doença grave.
Visão geral
Causada por SARS-CoV-2. Pandemia 2020–2023 (ESPII encerrada maio 2023). Persiste como doença endémica com ondas sazonais. Portugal: >5,8 milhões de casos, >26.000 óbitos. PNV: reforço anual com vacina atualizada para grupos prioritários (≥65 anos, grávidas, imunodeprimidos, profissionais de saúde). Vacinas mRNA (Comirnaty, Spikevax). DDO ao SINAVE (SRAG).
Sinais de emergência
Dispneia. SpO₂ <94%. Dor torácica persistente. Confusão. Cianose. 112 (INEM). SNS 24: 808 24 24 24.
Sintomas detalhados
Sinais e sintomas mais comuns
Incubação 2–14 dias. Febre, tosse, fadiga, cefaleias, odinofagia, anosmia/ageusia. Forma grave: dispneia (dia 5–8), "hipóxia silenciosa" (SpO₂ <94%). Crítica: SDRA, choque, FMO. COVID longa (10–30%): fadiga, névoa cerebral, dispneia de esforço.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso da doença
Curso típico da doença:
- Período de incubação: 2–5 dias (Ómicron e variantes posteriores; original: 5–14 dias).
- Doença ligeira/moderada (80–85%): Odinofagia, congestão nasal, tosse, fadiga, mialgias, cefaleia, febre. Duração: 5–10 dias. Semelhante à gripe.
- Doença grave (~10%, em declínio com a imunidade): Dispneia, hipoxemia (SpO₂ <94%), pneumonia bilateral na imagiologia. Desenvolve-se tipicamente nos dias 5–10 após o início dos sintomas. Síndrome de libertação de citocinas.
- Doença crítica (~5%, em declínio): SDRA com necessidade de ventilação mecânica, choque sético, falência multiorgânica, eventos tromboembólicos.
- Recuperação: Casos ligeiros: 1–2 semanas. Casos graves: 3–6 semanas. Sintomas de COVID longa podem persistir durante meses.
Padrão bifásico: Fase inicial de replicação viral (dias 1–5) → fase inflamatória/imunitária (dias 5–12). A deterioração clínica ocorre frequentemente durante a transição inflamatória.
Diagnóstico
Como esta doença é identificada
RT-PCR (padrão-ouro). TRAg (15–30 min). Autoteste. SpO₂ <94% = pneumonia. TC tórax: vidro fosco bilateral.
Tratamento
Métodos de tratamento disponíveis
Leve: sintomáticos + Paxlovid (nirmatrelvir/ritonavir) para alto risco <5 dias. Moderada: O₂, dexametasona 6 mg/dia (APENAS com hipóxia). Grave: UCI, VM, tocilizumab.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Detalhes de prevenção
Como se proteger
PNV: reforço anual para grupos prioritários (≥65, grávidas, imunodeprimidos, PS). Máscaras em serviços de saúde. Ventilação de espaços.
A preparação é a melhor proteção.
Conselhos de viagem
Maioria dos países aboliu requisitos. Manter vacinação atualizada. Máscara em voos longos (opcional). Levar autoteste.
Quão comum é?
Estatísticas e dados geográficos
Portugal: >5,8 milhões de casos, >26.000 óbitos. >24 milhões de doses de vacina administradas. Fase endémica desde 2023.
Fatores de risco
Quem tem mais risco
Idade avançada (>50 anos), obesidade, diabetes mellitus, doença cardiovascular, doença pulmonar crónica, imunossupressão (transplantados, quimioterapia, VIH avançado), doença renal crónica, ausência de vacinação. Risco de COVID longa: sexo feminino, >5 sintomas na fase aguda, doença grave.
Detalhes das complicações
Complicações potenciais
SDRA (principal causa de morte). TEP/TVP. Tempestade de citocinas. Miocardite. IRA. COVID longa (10–30%): fadiga, brain fog, POTS.
Recuperação e perspetivas
Resultados esperados e recuperação
Taxa de letalidade por infeção (TLI) global: 0,1–0,5% (varia com idade, estado vacinal, variante).
TLI estratificada por idade (não vacinados, pré-Ómicron): <40 anos: <0,1%; 40–60: 0,5–1%; 60–70: 2–5%; >80: 10–15%.
Com vacinação: Doença grave e morte reduzidas em 70–90%+.
Fatores de risco para doença grave: Idade ≥65, obesidade, diabetes, doença cardiovascular, doença pulmonar crónica, imunossupressão, gravidez.
COVID longa (sequelas pós-agudas): 10–30% dos casos sintomáticos reportam sintomas persistentes aos 3 meses (fadiga, disfunção cognitiva, dispneia, disautonomia). Incidência decrescente com Ómicron e vacinação.
Era atual (2024–2025): Imunidade populacional generalizada (híbrida: infeção + vacinação). A doença é predominantemente ligeira. Doença grave concentrada em idosos, imunodeprimidos e populações não vacinadas.