Visão geral
Parasitose por T. cruzi, transmitida por triatomíneos. Endémica na América Latina.
Sintomas
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Edema | 35% | Ligeiro | Fase inicial |
| Úlcera cutânea | 30% | Ligeiro | Fase inicial |
| Conjuntivite | 20% | Ligeiro | Fase inicial |
| Febre | 80% | Ligeiro | Fase inicial |
| Hepatomegalia | 30% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mal-estar | 70% | Ligeiro | Fase inicial |
| Gânglios linfáticos inchados | 60% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dor abdominal | 25% | Ligeiro | Fase inicial |
| Diarreia | 20% | Ligeiro | Fase inicial |
| Cefaleia | 50% | Ligeiro | Fase inicial |
| Irritabilidade | 25% | Ligeiro | Fase inicial |
| Perda de apetite | 50% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mialgia | 45% | Ligeiro | Fase inicial |
| Náuseas | 30% | Ligeiro | Fase inicial |
| Erupção cutânea | 15% | Ligeiro | Fase inicial |
| Esplenomegalia | 25% | Ligeiro | Fase inicial |
| Taquicardia | 15% | Moderado | Fase inicial |
| Bradicardia | 25% | Moderado | Fase tardia |
| Obstipação | 8% | Moderado | Fase tardia |
| Disfagia | 10% | Moderado | Fase tardia |
| Distensão abdominal | 8% | Ligeiro | Fase tardia |
| Aperto torácico | 30% | Moderado | Fase tardia |
| Fadiga | 75% | Ligeiro | Qualquer fase |
| Dispneia | 12% | Moderado | Qualquer fase |
Transmissão
Visão geral
A doença de Chagas (tripanossomíase americana) é causada por Trypanosoma cruzi, transmitido por triatomíneos. Endémica na América Latina, 6–7 milhões de infetados. Relevância global por migração.
Visão geral
Causada por Trypanosoma cruzi. Endémica na América Latina. NÃO endémica em Portugal mas estima-se ~3.000–5.000 imigrantes latino-americanos (especialmente brasileiros e bolivianos) com Chagas crónica em Portugal. Rastreio e tratamento disponíveis no IHMT e centros de referência do SNS. Doença de Chagas crónica: cardiopatia chagásica (ICC, arritmias, morte súbita), megaesófago, megacólon. DDO ao SINAVE.
Sinais de emergência
Miocardite aguda, insuficiência cardíaca grave, morte súbita cardíaca, tromboembolismo (AVC, embolia pulmonar), abdómen agudo por megacólon, meningoencefalite na reativação.
Sintomas detalhados
Sinais e sintomas mais comuns
Aguda: febre, sinal de Romaña (edema periocular), chagoma, raramente miocardite aguda. Indeterminada: assintomática (60–70 % permanecem). Crónica: cardiomiopatia (arritmias, insuficiência cardíaca, morte súbita), megaesófago, megacólon.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso da doença
Aguda (maioria assintomática) → indeterminada (anos a décadas) → em 20–30 % cardiomiopatia crónica ou megavísceras gastrointestinais. Reativação em imunossupressão.
Diagnóstico
Como esta doença é identificada
Aguda: microscopia (gota espessa), PCR. Crónica: serologia (mínimo 2 testes). Avaliação cardíaca: ECG (bloqueio de ramo direito), ecocardiograma, Holter.
Tratamento
Métodos de tratamento disponíveis
Benznidazol 5–7 mg/kg/dia durante 60 dias (primeira linha). Nifurtimox como alternativa. Mais eficaz na fase aguda e em crianças. Cardiomiopatia crónica: terapia da insuficiência cardíaca, antiarrítmicos, CDI, transplante cardíaco.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Detalhes de prevenção
Como se proteger
Controlo vetorial (pulverização com inseticidas, melhoria habitacional), redes mosquiteiras, rastreio de dádivas de sangue, rastreio congénito, higiene alimentar. Sem vacina.
A preparação é a melhor proteção.
Conselhos de viagem
Risco baixo para turistas. Em alojamento rural em casas de adobe na América Latina, usar redes mosquiteiras. Considerar rastreio após estadia prolongada.
Quão comum é?
Estatísticas e dados geográficos
21 países endémicos na América Latina, 6–7 milhões de infetados, ~12.000 mortes/ano. ~300.000 infetados nos EUA, ~80.000 na Europa. O controlo vetorial reduziu a incidência em >70 %.
Fatores de risco
Quem tem mais risco
Habitações rurais de adobe na América Latina, pobreza, sumos de fruta não processados, transfusão sem rastreio, transmissão congénita, imunossupressão.
Detalhes das complicações
Complicações potenciais
Cardiomiopatia dilatada, arritmias ventriculares, morte súbita cardíaca, trombos intracardíacos, megaesófago (pneumonia de aspiração), megacólon (volvo, perfuração), meningoencefalite de reativação.
Recuperação e perspetivas
Resultados esperados e recuperação
Fase aguda tratada: ~80 % de cura. Cardiomiopatia crónica: mortalidade aos 5 anos 50–60 % com insuficiência cardíaca. Morte súbita cardíaca é a causa de morte mais frequente.
