Visão geral
Infeções bacterianas graves causadas pelo pneumococo.
Sintomas
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Febre alta | 90% | Grave | Fase inicial |
| Arrepios | 80% | Moderado | Fase inicial |
| Tosse produtiva | 75% | Moderado | Fase inicial |
| Dispneia | 70% | Moderado | Fase inicial |
| Rigidez da nuca | 40% | Grave | Fase aguda |
| Cefaleia intensa | 50% | Grave | Fase aguda |
| Confusão mental | 30% | Grave | Fase aguda |
| Hipotensão | 15% | Grave | Fase aguda |
| Fotofobia | 25% | Moderado | Fase aguda |
| Convulsões | 20% | Grave | Fase aguda |
Transmissão
Visão geral
A doença pneumocócica é causada por Streptococcus pneumoniae, uma bactéria Gram-positiva encapsulada com >100 serótipos. Principal causa de pneumonia adquirida na comunidade, meningite bacteriana e septicémia. ~1,2 milhões de mortes/ano, maioria crianças <5 anos.
Visão geral
Transmissão: gotículas respiratórias. Colonização nasofaríngea: 20–40 % crianças, 5–10 % adultos. Doença invasiva (DIP): pneumonia bacteriémica, meningite, septicémia. TL meningite 20–30 %. Vacinação: PCV13/15/20, PPSV23.
Sinais de emergência
Rigidez da nuca + febre + alteração de consciência (meningite), dispneia grave com cianose, hipotensão/choque séptico, petéquias/púrpura (septicémia fulminante). Dolapsia em esplenectomizados pode ser fatal em horas.
Sintomas detalhados
Sinais e sintomas mais comuns
Pneumonia: febre alta, tosse produtiva com expetoração purulenta, dor torácica pleurítica, dispneia. Meningite: cefaleia, rigidez da nuca, fotofobia, alteração do estado de consciência. Otite média: otalgia, febre em crianças.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso da doença
Colonização nasofaríngea → disseminação local (otite, sinusite, pneumonia) ou invasão hematogénica → DIP (bacteriémia, meningite). Progressão pode ser rápida (horas) em imunodeprimidos e asplénicos.
Diagnóstico
Como esta doença é identificada
Hemocultura, cultura de expetoração (diplococos Gram-positivos). Teste de antigénio urinário (rápido). PCR de LCR para meningite. Radiografia torácica: consolidação lobar.
Tratamento
Métodos de tratamento disponíveis
Pneumonia: amoxicilina (ambulatório), ceftriaxona (hospitalar). Meningite: ceftriaxona + vancomicina (empírico), dexametasona adjuvante. Resistência crescente a penicilina e macrólidos em alguns serótipos.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Detalhes de prevenção
Como se proteger
Vacinação: PCV13/15/20 para crianças e adultos de risco, PPSV23 suplementar. Vacinação infantil reduziu DIP em >90 % (serótipos vacinais). Imunidade de grupo protege não vacinados.
A preparação é a melhor proteção.
Conselhos de viagem
Verificar estado vacinal pneumocócico antes de viajar (especialmente idosos, asplénicos, imunodeprimidos). Aglomerados (Hajj, festivais) aumentam o risco de transmissão.
Quão comum é?
Estatísticas e dados geográficos
~1,2 milhões de mortes/ano (maioria crianças <5 em países de baixo rendimento). >100 serótipos; PCV cobre os mais invasivos. Resistência antimicrobiana crescente (penicilina, macrólidos). Substituição de serótipos após PCV é desafio contínuo.
Fatores de risco
Quem tem mais risco
Idade <2 e ≥65 anos, asplenia (risco >50× de DIP fulminante), VIH, transplante, doença pulmonar crónica, tabagismo, alcoolismo, ausência de vacinação.
Detalhes das complicações
Complicações potenciais
Empiema pleural, abcesso pulmonar, meningite com surdez/défice cognitivo, choque séptico, púrpura fulminante (asplénicos), pericardite, artrite séptica, síndrome hemolítico-urémico.
Recuperação e perspetivas
Resultados esperados e recuperação
Pneumonia tratada: TL 5–7 % (hospitalizados), <1 % (ambulatório). Meningite: TL 20–30 %, sequelas neurológicas em 25–30 % dos sobreviventes (surdez, défice cognitivo). Septicémia fulminante: TL 50–60 %.
