Visão geral
Gastroenterite viral altamente contagiosa causada pelo rotavírus.
Sintomas
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Diarreia | 95% | Grave | Fase inicial |
| Vómitos | 90% | Moderado | Fase inicial |
| Cólicas abdominais | 70% | Moderado | Fase inicial |
| Febre | 65% | Ligeiro | Fase inicial |
| Irritabilidade | 25% | Ligeiro | Fase inicial |
| Perda de apetite | 30% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mal-estar | 40% | Ligeiro | Fase inicial |
| Desidratação | 60% | Grave | Fase aguda |
Transmissão
Visão geral
A gastroenterite por rotavírus é a causa mais comum de diarreia grave em crianças <5 anos. Vírus de ARN de cadeia dupla da família Reoviridae. ~128.500 mortes/ano em crianças (maioria em países de baixo rendimento). Praticamente todas as crianças infetadas até aos 5 anos.
Visão geral
Transmissão: fecal-oral, fomites (muito resistente no ambiente). Incubação: 1–3 dias. Diarreia aquosa profusa, vómitos, febre durante 3–7 dias. Desidratação grave é a principal causa de morte. Vacinas: Rotarix (monovalente), RotaTeq (pentavalente).
Sinais de emergência
Sinais de desidratação grave: olhos encovados, mucosas secas, prega cutânea persistente, letargia/irritabilidade, ausência de lágrimas, oligúria/anúria. Choque hipovolémico em lactentes.
Sintomas detalhados
Sinais e sintomas mais comuns
Início súbito de vómitos, seguidos de diarreia aquosa profusa (10–20 dejeções/dia), febre (38–39 °C), dor abdominal. Duração 3–7 dias. Desidratação rápida e grave em lactentes. Adultos: geralmente mais ligeira.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso da doença
Incubação 1–3 dias → vómitos (dia 1) → diarreia aquosa profusa (dias 1–7) → desidratação (pico dia 2–3) → resolução gradual (dia 5–7). Excreção viral pode persistir 2–3 semanas.
Diagnóstico
Como esta doença é identificada
Teste rápido de antigénio em fezes (imunocromatografia). RT-PCR para genotipagem. Diagnóstico geralmente clínico em contexto epidémico. Leucócitos fecais tipicamente ausentes (não invasivo).
Tratamento
Métodos de tratamento disponíveis
Reidratação: SRO (ligeira-moderada), fluidoterapia IV (grave). Zinco oral em crianças <5 anos (reduz duração). Sem antiviral específico. Probióticos (evidência limitada). Antieméticos geralmente desnecessários.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Detalhes de prevenção
Como se proteger
Vacinação oral: Rotarix (2 doses, 2 e 4 meses) ou RotaTeq (3 doses, 2, 4, 6 meses). Eficácia 85–98 % contra doença grave em países de alto rendimento. Higiene das mãos (álcool menos eficaz; lavagem com água e sabão preferida).
A preparação é a melhor proteção.
Conselhos de viagem
Verificar vacinação infantil antes de viajar para regiões de baixo rendimento. Higiene rigorosa das mãos. Levar sais de reidratação oral. Risco elevado em crianças não vacinadas.
Quão comum é?
Estatísticas e dados geográficos
Praticamente universal até aos 5 anos. ~128.500 mortes/ano (2019). Vacinação reduziu hospitalizações em 60–80 % globalmente. Sazonalidade invernal em zonas temperadas; o ano inteiro nos trópicos.
Fatores de risco
Quem tem mais risco
Idade 6–24 meses (pico), ausência de vacinação, acesso limitado a água potável e saneamento, desnutrição, imunossupressão, creches/infantários.
Detalhes das complicações
Complicações potenciais
Desidratação grave com choque hipovolémico (principal causa de morte), convulsões (febris ou por desequilíbrio eletrolítico), invaginação intestinal (raro, associação com vacina muito baixa), encefalite/cerebrite (raro), desnutrição secundária.
Recuperação e perspetivas
Resultados esperados e recuperação
Excelente com reidratação adequada. TL <0,01 % em países desenvolvidos; ~128.500 mortes/ano em países de baixo rendimento (acesso limitado a reidratação). Imunidade natural após infeções repetidas.