Este site está a implementar funcionalidades principais e ainda não está pronto para utilização por pacientes.
Apenas para fins informativos — não constitui aconselhamento médico
Quão grave?
Risco de morte
Não
Vacina disponível?
Tempo até sintomas
Países afetados
Surtos ativos
O risco para viajantes é baixo, salvo em caso de exposição a hemoderivados ou equipamento médico não esterilizado. Evite tatuagens, piercings e procedimentos médicos em estabelecimentos com higiene questionável. Não existe vacina pré-viagem — a prevenção assenta em evitar a exposição a sangue.
Infeção viral crónica hepática pelo VHC. Curável em >95% com antivirais de ação direta.
Infeção viral que causa inflamação do fígado, transmitida principalmente por contacto com sangue.
A hepatite C é causada pelo HCV (Flaviviridae). Transmissão parenteral (UDI, procedimentos sem esterilização, transfusão pré-1992). ~70–80% cronificam. "Epidemia silenciosa" — maioria assintomática por décadas até cirrose/CHC. REVOLUÇÃO: DAAs (sofosbuvir/velpatasvir, glecaprevir/pibrentasvir) curam >95% em 8–12 semanas. NÃO existe vacina. Portugal: ~50.000–70.000 com VHC crónica. O SNS disponibiliza DAAs gratuitamente desde 2015. Programa Nacional para as Hepatites Virais. DDO ao SINAVE.
Icterícia. Ascite + edema. Hematémese/melena (varizes). Confusão (encefalopatia). Hemorragia espontânea. 112 (INEM).
Sinais e sintomas mais comuns
Aguda (15–30% sintomáticos): fadiga, icterícia leve. Crónica (assintomática por décadas): fadiga crónica. Cirrose: ascite, encefalopatia, varizes. Manifestações extra-hepáticas: crioglobulinémia mista (10–15%), linfoma NHL, diabetes tipo 2.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso típico da doença:
Como esta doença é identificada
Anti-VHC (ELISA — contacto). VHC-RNA (PCR — confirma infeção ativa). Genotipagem (menos essencial com DAAs pangenotípicos). Elastografia (FibroScan). DDO ao SINAVE.
Métodos de tratamento disponíveis
DAAs (SNS, gratuito): Sofosbuvir/Velpatasvir (Epclusa) 12 semanas (pangenotípico). Glecaprevir/Pibrentasvir (Maviret) 8–12 semanas. Cura (RVS12) em >95%. Tratar TODOS com VHC-RNA detetável (sem restrição por fibrose desde 2019). Se cirrose: rastreio CHC indefinidamente.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Como se proteger
NÃO existe vacina. Redução de danos (UDI). Triagem universal ≥18 anos (pelo menos 1× na vida). Triagem de dadores de sangue (desde 1992 em Portugal). Não partilhar agulhas, lâminas, material de manicure. Preservativo em relações de risco.
A preparação é a melhor proteção.
Risco depende de comportamentos, não do destino. Evitar procedimentos médicos/dentários sem esterilização garantida. Não partilhar materiais perfurocortantes. Teste rápido disponível no SNS.
Estatísticas e dados geográficos
Portugal: ~50.000–70.000 com VHC crónica (estimativa). Genótipos: 1 (~65%), 3 (~20%). Desde 2015: >20.000 tratados com DAAs pelo SNS. Meta OMS 2030: eliminação como problema de saúde pública.
Quem tem mais risco
Uso de drogas injetáveis (atual ou passado), receção de hemoderivados antes da era de rastreio, procedimentos médicos ou dentários inseguros, acidentes com agulhas em unidades de saúde, tatuagens ou piercings com equipamentos não esterilizados, viagem a países com elevada prevalência de VHC.
Complicações potenciais
Cirrose (20–30% em 20 anos). CHC (1–4%/ano em cirróticos — risco persiste após cura). Crioglobulinémia. Linfoma NHL. Mortalidade: ~290.000/ano (OMS).
Resultados esperados e recuperação
Com tratamento: Antivirais de ação direta (AADs) curam >95% das infeções crónicas pelo VHC em 8-12 semanas, independentemente do genótipo.
Sem tratamento: 55-85% das infeções agudas tornam-se crónicas. Destas:
15-30% desenvolvem cirrose em 20 anos.
1-4% dos cirróticos desenvolvem carcinoma hepatocelular (CHC) anualmente.
Eliminação espontânea: 15-45% das infeções agudas resolvem-se sem tratamento.
O conteúdo desta página tem carácter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
Termos de utilização completosRecent epidemiological data from the World Health Organization Global Health Observatory.
Source: WHO GHO OData ↗
And 11 more records
Source: WHO GHO OData ↗
This data is provided for informational purposes. Please consult official WHO sources for the most current information.
View WHO data source →Sabe qual vacina precisa? Ótimo. Não tem a certeza? Basta indicar o seu destino — encontramos as vacinas adequadas e uma clínica. Gratuito, sem compromisso.