Visão geral
Infeção sexualmente transmissível mais comum no mundo; HPV de alto risco causa cancro cervical.
Sintomas
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Úlcera genital | 10% | Ligeiro | Fase tardia |
| Prurido | 5% | Ligeiro | Fase tardia |
| Gânglios linfáticos inchados | 3% | Ligeiro | Fase tardia |
Transmissão
Visão geral
A infeção por HPV é a infeção sexualmente transmissível mais comum, causada pelo papilomavírus humano. >200 genótipos; tipos de alto risco (16, 18) causam ~70 % dos cancros do colo do útero. ~80 % dos adultos sexualmente ativos infetados ao longo da vida.
Visão geral
Transmissão: contacto sexual (genital, oral, anal), perinatal. Incubação: semanas a meses (verrugas), anos a décadas (cancro). A maioria das infeções resolve espontaneamente (90 % em 2 anos). Vacina nonavalente previne 9 genótipos (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52, 58).
Sinais de emergência
Hemorragia vaginal pós-coital ou intermenstrual (possível cancro cervical), massa cervical visível, perda de peso inexplicada, disfagia/massa orofaríngea persistente.
Sintomas detalhados
Sinais e sintomas mais comuns
Maioria assintomática. Baixo risco (6, 11): condilomas acuminados (genitais/anais). Alto risco (16, 18): silencioso durante anos; displasia cervical (CIN), cancro do colo do útero, orofaringe, ânus, pénis, vulva, vagina.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso da doença
Infeção → maioria elimina espontaneamente (6–24 meses) → infeção persistente (10 %) → displasia (CIN 1→2→3) ao longo de anos → cancro invasivo (10–20 anos da infeção inicial). Regressão possível em cada estádio.
Diagnóstico
Como esta doença é identificada
Rastreio cervical: citologia (Pap) e/ou teste HPV DNA (co-teste a partir dos 30 anos). Genotipagem para tipos de alto risco. Colposcopia + biópsia para alterações. Diagnóstico das verrugas é clínico.
Tratamento
Métodos de tratamento disponíveis
Verrugas: crioterapia, imiquimod, podofilotoxina, excisão. Displasia cervical: LEEP, conização. Cancro: cirurgia, radioterapia, quimioterapia. Sem antiviral específico contra HPV.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Detalhes de prevenção
Como se proteger
Vacinação: nonavalente (Gardasil 9), ideal aos 9–14 anos antes do início da atividade sexual. Eficácia >90 % contra genótipos-alvo. Rastreio cervical regular. Preservativos reduzem mas não eliminam a transmissão.
A preparação é a melhor proteção.
Conselhos de viagem
Risco universal; não específico de viagem. Verificar estado vacinal antes de viajar. Práticas sexuais seguras. Rastreio cervical regular independentemente do histórico de viagens.
Quão comum é?
Estatísticas e dados geográficos
~300 milhões de mulheres com infeção HPV em qualquer momento. ~660.000 cancros atribuíveis ao HPV/ano (cancro do colo do útero ~604.000). Meta da OMS: eliminar o cancro do colo do útero (vacinação 90 %, rastreio 70 %, tratamento 90 % até 2030).
Fatores de risco
Quem tem mais risco
Início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, ausência de vacinação, imunossupressão (VIH — 6× mais risco de cancro cervical), tabagismo (cofator cervical), ausência de rastreio.
Detalhes das complicações
Complicações potenciais
Cancro do colo do útero (3.ª neoplasia maligna mais comum em mulheres), cancro orofaríngeo (incidência crescente), cancro anal, papilomatose respiratória recorrente (transmissão perinatal), impacto psicossocial das verrugas genitais.
Recuperação e perspetivas
Resultados esperados e recuperação
90 % das infeções resolvem em 2 anos. Infeção persistente por tipos de alto risco: risco de cancro ao longo de 10–20 anos. Cancro do colo do útero detetado precocemente: sobrevivência aos 5 anos >90 %. Cancro orofaríngeo HPV+: melhor prognóstico que HPV−.