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Quão grave?
Risco de morte
Sim
Vacina disponível?
Tempo até sintomas
Países afetados
Surtos ativos
A vacinação oferece proteção >95% e é recomendada para todos os viajantes. A transmissão ocorre por sangue, contato sexual e equipamentos médicos contaminados. Evite tatuagens, piercings e procedimentos médicos/odontológicos não esterilizados em locais com recursos limitados.
Infecção hepática grave causada pelo vírus da hepatite B (HBV). Principal causa de cirrose e carcinoma hepatocelular no mundo. Vacina altamente eficaz disponível.
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Fadiga | 70% | Leve | Fase inicial |
| Perda de apetite | 60% | Leve | Fase inicial |
| Mal-estar | 65% | Leve | Fase inicial |
| Náusea | 55% | Leve | Fase inicial |
| Artralgia | 25% | Leve | Fase inicial |
| Febre | 30% | Leve | Fase inicial |
| Mialgia | 30% | Leve | Fase inicial |
| Vômitos | 35% | Leve | Fase inicial |
| Diarreia | 15% | Leve | Fase inicial |
| Cefaleia | 25% | Leve | Fase inicial |
| Inchaço articular | 10% | Leve | Fase inicial |
| Erupção cutânea | 15% | Leve | Fase inicial |
| Linfonodos inchados | 10% | Leve | Fase inicial |
| Dor abdominal | 50% | Moderado | Fase aguda |
| Urina escura | 45% | Moderado | Fase aguda |
| Hepatomegalia | 50% | Leve | Fase aguda |
| Icterícia | 40% | Moderado | Fase aguda |
| Prurido | 20% | Leve | Fase aguda |
| Esplenomegalia | 15% | Leve | Fase aguda |
| Perda de peso | 15% | Leve | Qualquer fase |
A hepatite B é uma infecção hepática potencialmente fatal causada pelo vírus da hepatite B (HBV), um vírus DNA da família Hepadnaviridae. A transmissão ocorre por sangue e fluidos corporais (vertical, sexual, percutânea). ~296 milhões de portadores crônicos no mundo, ~820.000 óbitos/ano por cirrose e carcinoma hepatocelular. Vacina altamente eficaz disponível.
A hepatite B é causada pelo vírus da hepatite B (HBV, família Hepadnaviridae), um vírus DNA parcialmente dupla-fita com envelope lipídico. O HBV é um dos vírus mais infecciosos conhecidos — 50 a 100 vezes mais infeccioso que o HIV. A transmissão ocorre por exposição percutânea ou de mucosas a sangue, fluidos corporais (sêmen, secreção vaginal) ou transmissão vertical (mãe-filho durante o parto).
O espectro clínico varia amplamente: 90% dos neonatos infectados desenvolvem infecção crônica (vs. <5% dos adultos imunocompetentes), e a cronicidade é o principal determinante das consequências a longo prazo. A hepatite B crônica pode progredir para cirrose hepática (15–25% em 20 anos) e carcinoma hepatocelular (CHC), sendo responsável por aproximadamente 50% de todos os casos de CHC mundialmente.
A OMS estima que 254 milhões de pessoas viviam com hepatite B crônica em 2022, com 1,1 milhão de mortes anuais — predominantemente por cirrose e câncer de fígado. A hepatite B é a 10ª causa de morte no mundo. A maioria dos portadores crônicos desconhece sua condição (apenas ~13% estão diagnosticados e ~3% em tratamento globalmente).
No Brasil, a hepatite B é endêmica na região Amazônica (especialmente Acre, Amazonas, Rondônia e oeste do Pará), com prevalência intermediária no restante do país. O PNI incluiu a vacina contra hepatite B no calendário universal desde 1998 (dose ao nascer + 3 doses no primeiro ano), resultando em redução significativa da incidência. A hepatite B é doença de notificação compulsória ao SINAN.
Procure atendimento médico de emergência imediatamente se:
Icterícia rapidamente progressiva com deterioração do estado geral
Confusão mental, sonolência excessiva ou desorientação — pode indicar encefalopatia hepática (hepatite fulminante)
Vômitos persistentes com incapacidade de manter hidratação oral
Sangramento espontâneo: epistaxe, sangramento gengival, equimoses fáceis, petéquias — pode indicar coagulopatia por insuficiência hepática
Dor abdominal intensa no hipocôndrio direito com febre alta
Ascite (distensão abdominal com líquido) de início recente
Urina muito escura (colúria) com fezes completamente esbranquiçadas (acolia) — obstrução biliar ou hepatite grave
Edema de membros inferiores com distensão abdominal — pode indicar hipoalbuminemia por cirrose
Hematêmese (vômito com sangue) ou melena (fezes escuras pastosas) — pode indicar ruptura de varizes esofágicas em cirrose
Em recém-nascidos de mães HBsAg+: A profilaxia com IGHAHB + vacina deve ser administrada nas PRIMEIRAS 12 HORAS de vida. Se o status materno for desconhecido, administrar vacina imediatamente e realizar HBsAg materno urgente.
SAMU: 192 | Disque Saúde: 136
Sinais e sintomas mais comuns
Período de incubação: 45–180 dias (média 60–90 dias)
Hepatite B aguda (10–50% dos adultos são sintomáticos):
Fase prodrômica/pré-ictérica (1–2 semanas):
Fadiga progressiva e mal-estar geral (frequentemente o sintoma mais precoce e proeminente)
Anorexia e náusea (podem preceder a icterícia por semanas)
Febre baixa (<39°C)
Artralgia e mialgia (podem ser severas — a artralgia pode ser confundida com artrite reumatoide)
Dor em hipocôndrio direito (dor hepática surda e constante)
Urticária e erupção cutânea (síndrome tipo doença do soro — imunocomplexos, 10–20%)
Cefaleia
Fase ictérica (2–8 semanas):
Icterícia (amarelamento de pele e escleróticas) — presente em 30–50% dos adultos infectados
Colúria (urina escura "cor de coca-cola") — frequentemente precede a icterícia
Acolia fecal (fezes claras/esbranquiçadas)
Hepatomegalia dolorosa à palpação
Esplenomegalia (em ~15% dos casos)
Prurido (variável)
Os sintomas prodrômicos geralmente melhoram com o início da icterícia
Fase de convalescença (semanas a meses):
Fadiga pode persistir por semanas a meses após a resolução da icterícia
Normalização gradual das transaminases
Hepatite B crônica (90% dos neonatos, <5% dos adultos): A maioria dos portadores crônicos é assintomática por anos a décadas. Quando sintomáticos:
Fadiga crônica, mal-estar
Desconforto em hipocôndrio direito
Manifestações extra-hepáticas: poliarterite nodosa, glomerulonefrite membranosa, crioglobulinemia, acrodermatite papulosa (síndrome de Gianotti-Crosti em crianças)
Infecção assintomática: 50–70% dos adultos infectados não desenvolvem sintomas durante a fase aguda, mas podem desenvolver doença crônica silenciosa.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso típico da doença:
Cronologia sorológica: O HBsAg aparece 1–10 semanas após a exposição, antes dos sintomas. O anti-HBc IgM marca a infecção aguda. O anti-HBs indica recuperação e imunidade.
Como esta doença é identificada
Marcadores sorológicos (essenciais para interpretação clínica):
HBsAg (antígeno de superfície): Marcador de infecção ativa (aguda ou crônica). HBsAg positivo por >6 meses = hepatite B crônica.
Anti-HBs (anticorpo contra HBsAg): Marcador de imunidade — por infecção resolvida ou vacinação. Título ≥10 mUI/mL = proteção.
Anti-HBc total (IgM + IgG): IgM = infecção aguda recente. IgG = infecção prévia (resolvida ou crônica).
HBeAg: Marcador de replicação viral ativa e alta infectividade.
Anti-HBe: Soroconversão de HBeAg → anti-HBe indica redução da replicação viral (prognóstico favorável na maioria).
HBV-DNA (carga viral): Quantificação por PCR — essencial para decisão terapêutica e monitoramento. >2.000 UI/mL geralmente indica necessidade de tratamento.
Interpretação de perfis sorológicos:
Imunidade por vacinação: Anti-HBs positivo isolado
Imunidade por infecção resolvida: Anti-HBs + Anti-HBc positivos, HBsAg negativo
Infecção crônica ativa: HBsAg + HBeAg positivos, HBV-DNA elevado
Portador inativo: HBsAg positivo, HBeAg negativo, HBV-DNA <2.000 UI/mL, ALT normal
Exames complementares:
Transaminases (ALT/AST): elevadas na hepatite aguda (frequentemente >10× LSN); podem ser normais na crônica inativa
Elastografia hepática (FibroScan®) ou APRI/FIB-4: avaliação não invasiva de fibrose
Ultrassonografia hepática: rastreamento de CHC a cada 6 meses em portadores crônicos (AASLD/EASL)
Alfa-fetoproteína (AFP): rastreamento complementar de CHC
Notificação no Brasil: Doença de notificação compulsória semanal ao SINAN. Confirmação por HBsAg reagente e/ou HBV-DNA detectável.
Métodos de tratamento disponíveis
Hepatite B aguda:
Tratamento de suporte na maioria dos casos (>95% dos adultos se recuperam espontaneamente)
Repouso relativo, hidratação, evitar hepatotóxicos (álcool — abstinência absoluta; paracetamol — limitar a 2g/dia)
Antivirais indicados apenas em hepatite aguda grave/fulminante (entecavir ou tenofovir)
Transplante hepático: opção de resgate na insuficiência hepática fulminante (mortalidade sem transplante: 80%)
Hepatite B crônica — critérios para tratamento (EASL/AASLD/MS):
HBV-DNA >2.000 UI/mL + ALT elevada + evidência de fibrose ≥F2 (ou inflamação na biópsia/elastografia)
Todos com cirrose e HBV-DNA detectável (independente de ALT)
HBeAg positivo com HBV-DNA >20.000 UI/mL
Coinfecção HIV-HBV: tratar sempre (com regime contendo tenofovir)
Imunossupressão planejada (quimioterapia, transplante): profilaxia antiviral obrigatória
Medicamentos disponíveis pelo SUS:
Tenofovir disoproxil fumarato (TDF): 300 mg/dia — primeira linha para maioria dos pacientes. Alta barreira genética à resistência.
Entecavir (ETV): 0,5–1 mg/dia — primeira linha alternativa. Preferido em cirrose descompensada.
Tenofovir alafenamida (TAF): Para pacientes com disfunção renal ou osteoporose.
Interferon peguilado alfa-2a: 180 μg/semana por 48 semanas — opção de duração definida para pacientes selecionados (HBeAg+, genótipos A/B, ALT elevada). Contraindicado em cirrose descompensada.
Objetivo do tratamento: Supressão sustentada da replicação viral (HBV-DNA indetectável), normalização de ALT, prevenção de progressão para cirrose e CHC. A "cura funcional" (perda de HBsAg) ocorre em <10% com antivirais nucleos(t)ídeos e em 3–7% com interferon.
A maioria dos casos é tratada com eficácia quando diagnosticada precocemente.
Como se proteger
Vacinação — a medida mais eficaz:
A vacina contra hepatite B é uma das mais seguras e eficazes disponíveis, com eficácia de >95% em crianças e adultos jovens (3 doses). É a primeira vacina anticâncer (previne CHC).
Calendário PNI (SUS — gratuito):
Dose ao nascimento: Vacina monovalente hepatite B dentro das primeiras 12–24 horas de vida — CRÍTICA para prevenir transmissão vertical (90% dos neonatos infectados cronificam)
2, 4, 6 meses: Vacina pentavalente (DTP-HB-Hib) — 3 doses completam o esquema
Adultos não vacinados: 3 doses (0, 1, 6 meses)
Esquema acelerado para viajantes: 0, 7, 21 dias + reforço aos 12 meses (Twinrix)
Profissionais de saúde: Esquema completo obrigatório + verificação de anti-HBs (≥10 mUI/mL)
Profilaxia pós-exposição (PEP):
IGHAHB (Imunoglobulina humana anti-hepatite B): 0,06 mL/kg IM, idealmente em até 12–24 horas da exposição (eficácia >90% se administrada dentro de 24h). Indicações: recém-nascidos de mães HBsAg+, exposição percutânea ou sexual a fonte HBsAg+, vítimas de violência sexual.
IGHAHB + primeira dose de vacina administradas simultaneamente em sítios diferentes.
Gestantes:
Triagem universal com HBsAg no pré-natal (1º e 3º trimestre — recomendação MS)
Mães HBsAg+: IGHAHB + vacina ao RN nas primeiras 12 horas. Se HBeAg+ ou carga viral >200.000 UI/mL: considerar tenofovir no 3º trimestre para reduzir transmissão vertical
Parto: cesárea NÃO reduz transmissão se profilaxia neonatal adequada
Outras medidas de prevenção:
Uso de preservativos em relações sexuais
Não compartilhar materiais perfurocortantes (agulhas, lâminas, alicates de unha)
Triagem universal em doadores de sangue e órgãos
Redução de danos em usuários de drogas injetáveis
A preparação é a melhor proteção.
Risco para viajantes: A hepatite B é uma das infecções preveníveis por vacina mais frequentemente adquiridas por viajantes, especialmente em viagens prolongadas, viagens com exposição a sangue/fluidos corporais (procedimentos médicos/dentários, tatuagens, piercings, uso de drogas injetáveis), e relações sexuais desprotegidas.
Antes da viagem:
Verifique esquema vacinal completo (3 doses) e, idealmente, título de anti-HBs (≥10 mUI/mL)
Viajantes de última hora: Esquema acelerado com Twinrix (hepatite A+B combinada): 0, 7, 21 dias + booster 12 meses — proteção parcial já com a 1ª dose
Considere a combinação Twinrix para cobertura simultânea contra hepatite A e B
Destinos de alto risco:
África Subsaariana (>8%), Sudeste Asiático, China, Pacífico Ocidental
Amazônia brasileira (viagens internas)
Europa Oriental (Romênia, Moldávia)
Precauções durante a viagem:
Evitar procedimentos médicos/dentários desnecessários em instalações sem controle adequado de infecção
Não compartilhar lâminas de barbear, escovas de dente ou material de manicure
Usar preservativos em relações sexuais casuais
Evitar tatuagens, piercings e acupuntura em locais sem esterilização garantida
Em caso de acidente com exposição a sangue: lavar imediatamente com água e sabão, procurar PEP em até 24 horas
Profissionais de saúde em viagem:
Esquema completo obrigatório + anti-HBs documentado
Levar kit de autoproteção (luvas, seringas estéreis) para áreas remotas
PEP disponível: IGHAHB + vacina dentro de 24 horas da exposição
Estatísticas e dados geográficos
Carga global (OMS 2024):
254 milhões de pessoas com hepatite B crônica (2022)
1,1 milhão de mortes/ano (cirrose e CHC)
1,2 milhão de novas infecções/ano
Apenas ~13% diagnosticados e ~3% em tratamento
Meta OMS: eliminar hepatite B como problema de saúde pública até 2030 (reduzir incidência em 90% e mortalidade em 65%)
Distribuição geográfica:
Alta endemicidade (≥8% HBsAg): África Subsaariana, Sudeste Asiático, Pacífico Ocidental, China
Intermediária (2–7%): Amazônia brasileira, Europa Oriental, Oriente Médio, Subcontinente Indiano
Baixa (<2%): Europa Ocidental, América do Norte, Austrália, Japão
Situação no Brasil: O Brasil apresenta distribuição heterogênea:
Alta endemicidade: Região Amazônica (Acre: prevalência histórica >8%, associada ao genótipo F e à coinfecção com hepatite Delta/HDV)
Intermediária: Sul (imigrantes de áreas endêmicas), Centro-Oeste
Baixa: Sudeste, Nordeste (após implementação do PNI)
A incidência vem caindo consistentemente desde a universalização da vacina em 1998 (dose ao nascimento). Em 2022, foram notificados ~13.000 casos novos no SINAN, com taxa de detecção de 6,0/100.000 hab. A maior incidência permanece na faixa de 25–39 anos (transmissão sexual) e em populações vulneráveis (PVHA, privados de liberdade, UDI).
Genótipos no Brasil: Genótipos A (predominante no Sudeste/Nordeste), D (Sul), F (Amazônia). O genótipo F está associado a maior virulência e progressão para CHC.
Quem tem mais risco
Mãe HBsAg-positiva (principal fator de risco global), não vacinação, profissionais de saúde, UDI, múltiplos parceiros sexuais, HSH, contatos domiciliares, permanência em regiões de alta prevalência, hemodiálise.
Complicações potenciais
Complicações da hepatite B — agudas e crônicas:
Complicações agudas:
Hepatite fulminante: 0,1–0,5% dos casos agudos em adultos. Insuficiência hepática aguda com encefalopatia, coagulopatia (INR >1,5) e icterícia. Mortalidade de 80% sem transplante hepático. Mais comum em coinfecção HBV/HDV (hepatite D).
Síndrome tipo doença do soro: 10–20% dos casos agudos. Artralgia/artrite simétrica, urticária, febre, angioedema — mediada por imunocomplexos. Resolve com a depuração viral.
Colestase prolongada: Icterícia persistente por meses; prognóstico bom.
Complicações crônicas (principal ameaça — 15–40% dos portadores crônicos):
Cirrose hepática: 15–25% dos portadores crônicos em 20 anos. Risco aumentado por: idade avançada ao infectar-se, coinfecção HCV/HDV/HIV, consumo de álcool, esteatose, genótipo C.
Carcinoma hepatocelular (CHC): Risco de 2–5% por ano em pacientes com cirrose. O HBV pode causar CHC mesmo SEM cirrose prévia (integração do DNA viral no genoma do hospedeiro — oncogênese direta). Rastreamento com US + AFP a cada 6 meses é obrigatório em cirróticos e recomendado em portadores crônicos com fatores de risco.
Insuficiência hepática crônica: Ascite, varizes esofágicas, encefalopatia hepática, síndrome hepatorrenal.
Reativação viral: Pode ocorrer espontaneamente ou induzida por imunossupressão (quimioterapia, corticoides, anti-TNF, rituximabe). Risco de hepatite fulminante — daí a importância da triagem com HBsAg/anti-HBc antes de imunossupressão.
Manifestações extra-hepáticas:
Poliarterite nodosa (PAN): em até 10% dos portadores crônicos
Glomerulonefrite membranosa: especialmente em crianças
Crioglobulinemia mista
Acrodermatite papulosa da infância (síndrome de Gianotti-Crosti)
Mortalidade: A OMS estima 1,1 milhão de mortes anuais por hepatite B crônica (2022), principalmente por cirrose e CHC. O risco de morte por doença hepática é de 15–25% em portadores crônicos.
Resultados esperados e recuperação
Prognóstico da infecção aguda: >95% dos adultos imunocompetentes eliminam o vírus espontaneamente. Hepatite fulminante ocorre em <1% dos casos, mas apresenta mortalidade de 60–80% sem transplante.
Prognóstico da infecção crônica:
O risco de cronicidade é inversamente proporcional à idade na infecção: 90% em neonatos, 30% em crianças de 1–5 anos, <5% em adultos.
Dos portadores crônicos: 15–40% desenvolvem cirrose, carcinoma hepatocelular (CHC) ou insuficiência hepática ao longo de décadas.
Risco de CHC: 100× maior que na população não infectada. Incidência anual de CHC em cirróticos: 2–5%.
Com tratamento antiviral (tenofovir, entecavir): supressão viral em >95%, regressão da fibrose possível, risco de CHC significativamente reduzido, mas não eliminado.
Cura funcional (perda do HBsAg): Alcançada em <10% com a terapia atual. O DNA do HBV persiste como cccDNA nos hepatócitos indefinidamente.
Esta doença é prevenível por vacinação. Proteção eficaz está disponível.
Converse com um especialista em medicina de viagem sobre o esquema recomendado antes da sua viagem.
Encontrar uma clínica de vacinação →O conteúdo desta página tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
Termos de uso completosDistribuição geográfica e surtos ativos
Recent epidemiological data from the World Health Organization Global Health Observatory.
Source: WHO GHO OData ↗
Source: WHO GHO OData ↗
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View WHO data source →| Bandeira | País | Nível de risco |
|---|---|---|
| Burkina Faso | Risco alto | |
| Gana | Risco alto | |
| Mali | Risco alto | |
| Vanuatu | Risco alto | |
| Sudao do Sul | Risco alto | |
| Guine Equatorial | Risco alto | |
| Mauritania | Risco alto | |
| Guine | Risco alto | |
| Djibuti | Risco alto | |
| Sao Tome e Principe | Risco alto |
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