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Quão grave?
Risco de morte
Sim
Vacina disponível?
Tempo até sintomas
Países afetados
Surtos ativos
O risco para viajantes de curta duração é geralmente baixo. O risco aumenta em estadias prolongadas (>3 meses), trabalho em saúde ou contato próximo com populações locais em países de alta carga. Considere fazer teste de TB antes e após a viagem. A vacina BCG tem eficácia limitada em adultos.
Doença infecciosa crônica pelo Mycobacterium tuberculosis, afetando principalmente os pulmões. Uma das mais letais do mundo.
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Tosse | 95% | Moderado | Fase inicial |
| Febre | 60% | Leve | Fase inicial |
| Perda de apetite | 55% | Leve | Fase inicial |
| Sudorese noturna | 70% | Leve | Fase inicial |
| Perda de peso | 65% | Moderado | Fase inicial |
| Calafrios | 30% | Leve | Fase inicial |
| Mal-estar | 60% | Leve | Fase inicial |
| Hemoptise | 20% | Grave | Fase aguda |
| Tosse produtiva | 80% | Moderado | Fase aguda |
| Aperto no peito | 40% | Moderado | Fase aguda |
| Falta de ar | 35% | Moderado | Fase aguda |
| Sibilância | 15% | Leve | Fase aguda |
| Dor nas costas | 10% | Moderado | Fase tardia |
| Confusão mental | 3% | Grave | Fase tardia |
| Cefaleia | 8% | Moderado | Fase tardia |
| Inchaço articular | 5% | Leve | Fase tardia |
| Rigidez de nuca | 5% | Grave | Fase tardia |
| Urina escura | 3% | Leve | Fase tardia |
| Fadiga | 75% | Leve | Qualquer fase |
| Linfonodos inchados | 25% | Leve | Qualquer fase |
| Dor abdominal | 8% | Leve | Qualquer fase |
Doença infecciosa que afeta principalmente os pulmões, causada pela Mycobacterium tuberculosis.
A tuberculose (TB) é causada pelo Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), uma micobactéria aeróbica de crescimento lento, transmitida por aerossóis gerados pela tosse, espirro, fala ou canto de pessoas com TB pulmonar ativa. O bacilo pode permanecer suspenso no ar por horas em ambientes mal ventilados. A infectividade depende da concentração de bacilos no escarro — pacientes bacilíferos (baciloscopia positiva) são os mais contagiosos.
Após a inalação, ~30% dos expostos se infectam (infecção latente — ILTB). Destes, ~5–10% desenvolvem TB ativa ao longo da vida (~50% nos primeiros 2 anos). O risco de progressão é drasticamente maior em pessoas com HIV/AIDS (5–15%/ano), desnutridas, diabéticas, imunossuprimidas, crianças <5 anos e idosos.
A TB é a principal causa de morte por agente infeccioso único no mundo — superando o HIV/AIDS desde 2014. A OMS estima 10,8 milhões de novos casos e 1,25 milhão de mortes em 2023 (incluindo ~167.000 coinfectados TB-HIV). A resistência antimicrobiana — TB multirresistente (MDR-TB, resistente a isoniazida e rifampicina) e extensivamente resistente (XDR-TB) — é uma ameaça crescente.
O Brasil está entre os 30 países com maior carga de TB (30 high-burden countries da OMS). Em 2023, foram notificados ~80.000 casos novos e ~4.500 óbitos (SINAN). O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/SVS) coordena as ações com tratamento diretamente observado (TDO) pelo SUS. A TB é doença de notificação compulsória semanal.
Procure atendimento médico urgente se:
Hemoptise (escarro com sangue) — especialmente se volumosa (>100 mL) — risco de asfixia
Febre persistente com tosse produtiva ≥3 semanas — investigar TB
Emagrecimento progressivo não intencional com sudorese noturna e febre vespertina
Dificuldade respiratória progressiva — derrame pleural ou pneumotórax
Cefaleia crônica progressiva com febre e sinais meníngeos — TB meníngea
Dor lombar progressiva com déficit neurológico — Doença de Pott
Em crianças <5 anos contactantes de caso bacilífero: febre, emagrecimento, irritabilidade — TB miliar ou meníngea pode progredir rapidamente
Tosse ≥3 semanas = investigar TB. Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima para avaliação.
SAMU: 192 | Disque Saúde: 136 | PNCT: acesso gratuito ao TRM e tratamento pelo SUS
Sinais e sintomas mais comuns
Tuberculose pulmonar (forma mais comum — ~85% dos casos):
Quadro clássico (insidioso, progressivo):
Tosse persistente ≥3 semanas — o sinal cardinal. Inicialmente seca, tornando-se produtiva com escarro mucopurulento
Hemoptise: Escarro com sangue — ocorre em 20–30% dos casos; pode ser maciça (erosão de artéria brônquica por caverna)
Febre vespertina (final da tarde/noite) — geralmente baixa (37,5–38,5°C), persistente
Sudorese noturna — frequentemente profusa, "encharcar os lençóis"
Emagrecimento progressivo — perda de peso não intencional ≥10% do peso corporal
Anorexia e fadiga crônica
Dor torácica pleurítica — quando há envolvimento pleural
Dispneia — em formas avançadas ou com derrame pleural volumoso
ATENÇÃO: Os sintomas podem ser leves e insidiosos — muitos pacientes convivem semanas a meses com a doença antes de procurar atendimento. Todo paciente com tosse ≥3 semanas deve ser investigado para TB.
Tuberculose extrapulmonar (~15% dos casos):
Pleural (forma extrapulmonar mais comum no Brasil): Dor torácica unilateral, dispneia, febre
Ganglionar (linfadenite): Aumento indolor de gânglios cervicais, frequentemente com fistulização. Forma mais comum em crianças e coinfectados TB-HIV.
Óssea/articular: Dor lombar progressiva (espondilite — Doença de Pott), destruição vertebral, paraplegia
Meníngea: Cefaleia crônica, sinais meníngeos, paralisia de nervos cranianos — alta mortalidade
Miliar (disseminada): Febre prolongada, hepatoesplenomegalia, padrão miliar na radiografia — mais comum em imunossuprimidos e crianças
Genitourinária, pericárdica, peritoneal, intestinal, cutânea — formas menos comuns
TB em coinfecção HIV: Apresentação frequentemente atípica: radiografia sem cavernas, baciloscopia negativa, predomínio de formas extrapulmonares e disseminadas. Diagnóstico mais difícil.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso típico da doença:
Infectividade: Pacientes com baciloscopia positiva são os mais infecciosos. A infectividade cai drasticamente em 2 semanas de tratamento eficaz.
Como esta doença é identificada
Diagnóstico — busca ativa em sintomáticos respiratórios: Todo paciente com tosse ≥3 semanas (sintomático respiratório — SR) deve ser investigado para TB. A estratégia de busca ativa de SR é pilar do PNCT.
Exames diagnósticos:
Teste Rápido Molecular (TRM-TB / GeneXpert MTB/RIF): PADRÃO-OURO no Brasil desde 2014 para diagnóstico. Detecta DNA do M. tuberculosis E resistência à rifampicina em 2 horas. Sensibilidade: ~98% em baciloscopia-positiva, ~67% em baciloscopia-negativa. Disponível em >1.500 unidades do SUS.
Baciloscopia (BAAR): Microscopia direta do escarro (coloração de Ziehl-Neelsen ou auramina). 2 amostras (matinal e spot). Positiva quando ≥5.000 bacilos/mL. Simples, barata, amplamente disponível. Sensibilidade: 40–60%.
Cultura (meio sólido Löwenstein-Jensen ou líquido MGIT): Padrão-ouro para identificação definitiva e teste de sensibilidade (TSA). Resultado: 2–8 semanas (sólido) ou 1–3 semanas (líquido).
Radiografia de tórax: Infiltrado nos lobos superiores com ou sem cavitação (padrão clássico). Padrão miliar na TB disseminada. Derrame pleural unilateral.
Diagnóstico de ILTB (infecção latente):
Prova tuberculínica (PPD/Mantoux): enduração ≥5 mm em imunossuprimidos, ≥10 mm em outros
IGRA (ensaio de liberação de interferon-gama): QuantiFERON ou T-SPOT — mais específico (sem reatividade cruzada com BCG)
Notificação: Doença de notificação compulsória semanal ao SINAN.
Métodos de tratamento disponíveis
Esquema básico (RIPE) — SUS, TDO (Tratamento Diretamente Observado):
Fase intensiva (2 meses): RHZE
R Rifampicina 150 mg + H Isoniazida 75 mg + Z Pirazinamida 400 mg + E Etambutol 275 mg
Dose: 4 comprimidos de dose fixa combinada (DFC) para adultos com ≥50 kg, dose única diária
Fase de manutenção (4 meses): RH
Rifampicina 150 mg + Isoniazida 75 mg
4 comprimidos/dia em dose única
Total: 6 meses (mínimo 180 doses no total — 60 na fase intensiva + 120 na manutenção)
Tratamento Diretamente Observado (TDO): Profissional de saúde observa a ingestão da medicação (mínimo 3×/semana na fase intensiva e 1×/semana na manutenção). O TDO é estratégia fundamental para adesão e prevenção de resistência.
Meningite TB e TB osteoarticular: Tratamento prolongado (12 meses) + corticoterapia adjuvante (prednisona 1–2 mg/kg por 4–8 semanas com desmame gradual).
TB-MDR (multirresistente: resistente a R e H): Tratamento de 9–18 meses com esquemas individualizados contendo bedaquilina, linezolida, levofloxacino e outros fármacos de segunda linha. Acompanhamento em centros de referência.
TB-HIV coinfecção:
Iniciar tratamento para TB imediatamente
TARV (terapia antirretroviral): iniciar dentro de 2 semanas se CD4 <50; em até 8 semanas se CD4 >50
ATENÇÃO: interações medicamentosas rifampicina + antirretrovirais (efavirenz ou dolutegravir em dose ajustada)
Piridoxina (vitamina B6) 50 mg/dia: previne neuropatia periférica pela isoniazida
Efeitos adversos mais comuns:
Hepatotoxicidade (H, Z, R): monitorar ALT/AST. Suspender se ALT >5× LSN
Neuropatia periférica (H): suplementar B6
Hiperuricemia e artralgia (Z)
Nefrotoxicidade e neurite óptica (E): monitorar acuidade visual
Rifampicina: colora urina/secreções em laranja (normal); interações medicamentosas extensas
A maioria dos casos é tratada com eficácia quando diagnosticada precocemente.
Como se proteger
Vacinação BCG:
Dose única ao nascimento (PNI — administrada nas maternidades)
Protege contra formas graves da TB na infância (meníngea e miliar) — eficácia de 70–80%
NÃO previne TB pulmonar em adultos de forma confiável (eficácia varia 0–80%)
NÃO é recomendada para adultos ou revacinação
O Brasil é um dos poucos países que mantém cicatriz vacinal BCG como rotina universal
Tratamento de ILTB (infecção latente) — prevenção de TB ativa:
Isoniazida 300 mg/dia por 6–9 meses; OU
Rifampicina 600 mg/dia por 4 meses (alternativa, especialmente se hepatotoxicidade por H)
Indicações: contatos de casos bacilíferos com PPD/IGRA positivo, PVHA com IGRA+ ou contato, imunossuprimidos, conversão tuberculínica recente
Controle de infecção:
Isolamento respiratório (quarto com pressão negativa, máscara N95/PFF2 para profissionais)
Paciente bacilífero: uso de máscara cirúrgica ao sair do quarto
Ventilação adequada de ambientes
Busca ativa de sintomáticos respiratórios em contactantes
Estratégias do PNCT (Brasil):
Busca ativa de SR em todas as unidades de atenção primária
TDO (Tratamento Diretamente Observado) — estratégia DOTS da OMS
Testagem universal para HIV em todos os casos de TB
Investigação de contactantes
Populações prioritárias: PVHA, privados de liberdade, pessoas em situação de rua, indígenas, profissionais de saúde
Metas OMS (End TB Strategy): Reduzir incidência em 80% e mortalidade em 90% até 2030 (vs. 2015).
A preparação é a melhor proteção.
Risco para viajantes: O risco de TB para viajantes de curta duração em acomodações turísticas é geralmente baixo. O risco aumenta significativamente com:
Estadias prolongadas (>3 meses) em países de alta carga
Contato próximo com populações de alta prevalência
Trabalho em ambientes de saúde, prisões ou abrigos
Antes da viagem:
PPD/IGRA basal antes de viagens prolongadas a áreas de alta incidência (para comparação ao retorno)
Vacina BCG NÃO recomendada para adultos viajantes (eficácia limitada)
Profissionais de saúde: uso de N95/PFF2 em ambientes de alto risco
Destinos de alto risco:
Sul e Sudeste Asiático (Índia, Indonésia, Filipinas, Bangladesh, Mianmar)
África Subsaariana (especialmente com alta prevalência de HIV)
Rússia e países da ex-URSS (TB-MDR endêmica)
Partes da América Latina (Peru, Bolívia, Haiti)
Brasil: populações específicas de alto risco
Ao retornar de viagem prolongada (>3 meses):
Repetir PPD/IGRA 8–10 semanas após o retorno
Conversão = infecção recente → tratar ILTB para prevenir TB ativa
Se desenvolver tosse persistente ≥3 semanas, febre vespertina, sudorese noturna ou emagrecimento: investigar TB com TRM e radiografia
Estatísticas e dados geográficos
Carga global (WHO Global TB Report 2024):
10,8 milhões de novos casos em 2023 (taxa: 134/100.000)
1,25 milhão de mortes (incluindo ~167.000 TB-HIV)
TB é a principal causa de morte por agente infeccioso único no mundo
8 países concentram 2/3 dos casos: Índia, Indonésia, China, Filipinas, Paquistão, Nigéria, Bangladesh, RD Congo
MDR/RR-TB: ~410.000 novos casos/ano (4,8% dos novos casos testados)
Coinfecção TB-HIV: ~6,2% dos novos casos (Africa Subsaariana: ~25%)
Situação no Brasil (PNCT/SVS 2024):
~80.000 casos novos/ano (taxa: 36,3/100.000 — país de alta carga)
~4.500 óbitos/ano
Coinfecção TB-HIV: ~9% dos casos
MDR-TB: ~450 casos/ano (~0,6%)
Populações mais afetadas: homens 25–44 anos, população privada de liberdade (incidência 25× maior), pessoas em situação de rua (incidência 56× maior), indígenas (incidência 3× maior), PVHA
Estados com maior incidência: Amazonas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul
O Brasil é um dos 30 "high-burden countries" da OMS para TB, TB-HIV e MDR-TB
Sazonalidade: Sem sazonalidade marcada; diagnóstico mais frequente durante campanhas de busca ativa.
Quem tem mais risco
Viagem a países com alta carga (Sudeste Asiático, África Subsaariana, Pacífico Ocidental), coinfecção pelo HIV, terapia imunossupressora, contato próximo com casos ativos de TB, profissionais de saúde, residentes de ambientes coletivos (abrigos, prisões), desnutrição, diabetes, tabagismo, silicose.
Complicações potenciais
Complicações da tuberculose:
Complicações pulmonares:
Hemoptise maciça: Erosão de artéria brônquica por caverna pulmonar. Emergência — pode causar asfixia e morte. Embolização por angiografia ou cirurgia de emergência.
Pneumotórax: Ruptura de bolha subpleural ou caverna para o espaço pleural.
Fibrose e destruição pulmonar: Sequela irreversível. Restrição ventilatória crônica. Bronquiectasias.
Insuficiência respiratória crônica: Em formas avançadas e bilaterais.
Aspergiloma: Colonização fúngica de caverna residual por Aspergillus. Risco de hemoptise.
Complicações extrapulmonares:
Meningite tuberculosa: Mortalidade de 15–40% mesmo com tratamento. Sequelas neurológicas em 30–50% dos sobreviventes (hidrocefalia, déficits focais, surdez, cegueira).
Doença de Pott (espondilodiscite): Destruição vertebral com cifose, abscesso paravertebral, paraplegia por compressão medular.
Pericardite constritiva: Espessamento e calcificação do pericárdio após pericardite TB → insuficiência cardíaca restritiva.
Insuficiência adrenal (Addison): Destruição bilateral das suprarrenais por TB. Causa clássica no mundo em desenvolvimento.
TB resistente (MDR/XDR):
MDR-TB: resistente a isoniazida + rifampicina (os 2 fármacos mais potentes). Tratamento prolongado (9–18 meses), mais tóxico, menos eficaz (~80% de cura).
XDR-TB: MDR + resistente a fluoroquinolona + ≥1 fármaco injetável. Mortalidade elevada.
Brasil (2023): ~450 casos MDR-TB/ano (0,6% dos casos novos)
Mortalidade:
TB sensível tratada: ~2% (com adesão ao RIPE)
TB sem tratamento: ~50% em 2 anos
TB-HIV sem TARV: mortalidade muito elevada
MDR-TB: 15–20% com tratamento adequado
XDR-TB: 30–50%
Resultados esperados e recuperação
TB latente: Risco de reativação ao longo da vida de 5–10% em indivíduos imunocompetentes. O tratamento com isoniazida (9 meses) ou rifampicina (4 meses) reduz o risco de reativação em 60–90%.
TB pulmonar sensível a medicamentos:
Com tratamento padrão de 6 meses (2HRZE/4HR): taxa de cura >95%.
Sem tratamento: ~50% morrem em 5 anos, ~25% resolvem espontaneamente, ~25% tornam-se cronicamente doentes.
TB resistente a medicamentos:
TB-MDR (resistente a isoniazida + rifampicina): duração do tratamento 9–20 meses, taxa de cura 50–75%.
TB-XDR: taxa de cura 30–50% com agentes mais novos (bedaquilina, pretomanid, linezolida).
TB extrapulmonar: O prognóstico depende do local. A meningite tuberculosa possui mortalidade de 20–30% e morbidade neurológica significativa.
Esta doença é prevenível por vacinação. Proteção eficaz está disponível.
Converse com um especialista em medicina de viagem sobre o esquema recomendado antes da sua viagem.
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Termos de uso completosDistribuição geográfica e surtos ativos
Recent epidemiological data from the World Health Organization Global Health Observatory.
Source: WHO GHO OData ↗
Source: WHO GHO OData ↗
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