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Quão grave?
Risco de morte
Sim
Vacina disponível?
Tempo até sintomas
Países afetados
Surtos ativos
A vacinação é a melhor proteção e pode ser legalmente exigida para entrada. Vacine-se num centro autorizado pelo menos 10 dias antes da viagem. O certificado é válido para toda a vida (emenda da OMS de 2016). Alguns países exigem comprovativo mesmo para trânsito por áreas endémicas.
Febre hemorrágica viral por mosquitos. Vacina exigida sob RSI 2005.
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Dor nas costas | 75% | Moderado | Fase inicial |
| Bradicardia | 35% | Ligeiro | Fase inicial |
| Arrepios | 85% | Ligeiro | Fase inicial |
| Febre | 95% | Moderado | Fase inicial |
| Cefaleia | 90% | Moderado | Fase inicial |
| Mialgia | 80% | Moderado | Fase inicial |
| Conjuntivite | 35% | Ligeiro | Fase inicial |
| Tonturas | 40% | Ligeiro | Fase inicial |
| Fadiga | 65% | Ligeiro | Fase inicial |
| Perda de apetite | 50% | Ligeiro | Fase inicial |
| Náuseas | 70% | Ligeiro | Fase inicial |
| Vómitos | 55% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dor abdominal | 14% | Grave | Fase aguda |
| Hemorragia gengival | 11% | Grave | Fase aguda |
| Hemorragia | 10% | Crítico | Fase aguda |
| Febre alta | 12% | Crítico | Fase aguda |
| Icterícia | 17% | Grave | Fase aguda |
| Petéquias | 9% | Grave | Fase aguda |
| Confusão mental | 5% | Crítico | Fase aguda |
| Urina escura | 8% | Grave | Fase aguda |
| Desidratação | 6% | Moderado | Fase aguda |
| Hipotensão | 4% | Crítico | Fase aguda |
| Oligúria | 7% | Grave | Fase aguda |
| Convulsões | 3% | Crítico | Fase aguda |
| Choque | 4% | Crítico | Fase aguda |
A febre amarela é uma doença viral hemorrágica aguda causada pelo vírus da febre amarela (VFA), da família Flaviviridae. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos Aedes e Haemagogus infetados. Três ciclos de transmissão: silvático, intermédio (savana) e urbano (Aedes aegypti). Endémica nas regiões tropicais de África e América do Sul. Sujeita ao Regulamento Sanitário Internacional (RSI) — pode ser exigido Certificado Internacional de Vacinação.
A febre amarela é causada pelo YFV (Flaviviridae), transmitida por mosquitos Haemagogus/Sabethes (ciclo silvestre) e Aedes aegypti (ciclo urbano). Única doença com vacina LEGALMENTE EXIGIDA para viagem internacional (IHR 2005). CIVP obrigatório para ~40 países. NÃO existe em Portugal nem na Europa. Endémica na África Subsaariana e América do Sul tropical. Letalidade das formas graves: 20–60%. Vacina 17D (dose única, proteção vitalícia) disponível na consulta do viajante. DDO IMEDIATA ao SINAVE.
Febre + icterícia após viagem a área endémica. Hemorragia (hematémese, epistaxe, equimoses). Diminuição de urina. Confusão. Piora após melhoria aparente. 112 (INEM). DDO IMEDIATA.
Sinais e sintomas mais comuns
Incubação 3–6 dias. Maioria assintomática. Evolução bifásica: 1) Fase de infeção: febre alta abrupta, mialgia, cefaleias, bradicardia relativa (Faget). 2) Período de remissão (melhoria aparente). 3) Fase de intoxicação: icterícia intensa, hemorragias ("vómito negro" — hematémese), IRA, insuficiência hepática, choque.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso típico da doença:
Como esta doença é identificada
RT-PCR (dias 1–5, padrão-ouro). IgM (≥5.º dia — reatividade cruzada com dengue/Zika). PRNT confirmatório. ALT/AST, bilirrubinas, INR. DDO IMEDIATA.
Métodos de tratamento disponíveis
NÃO há antiviral. Suporte intensivo: correção de coagulopatia, hemodiálise, suporte hemodinâmico, VM. PROIBIDO AAS. Formas graves: mortalidade 20–60% mesmo com UCI.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Como se proteger
Vacina 17D (viva atenuada): dose única, proteção vitalícia (OMS 2016). CIVP válido 10 dias após vacinação, validade vitalícia. Disponível na consulta do viajante (DGS, IHMT, centros autorizados). Contraindicações: imunossupressão grave, gravidez (exceto surto), <6 meses, alergia ao ovo, timectomia, >60 anos primovacinação (avaliar risco-benefício). Proteção contra mosquitos (complementar).
A preparação é a melhor proteção.
CIVP obrigatório para ~40 países. Vacinar ≥10 dias antes da viagem. Consulta do viajante para emissão de CIVP. Destinos de risco para portugueses: Angola, Brasil (áreas rurais/silvestres), Peru, Colômbia, outros países tropicais da África/América do Sul. Proteção contra mosquitos diurnos em áreas florestais.
Estatísticas e dados geográficos
Global: ~200.000 casos e ~30.000 mortes/ano (maioria África). Portugal: 0 casos (doença importada possível). Viajantes portugueses em risco: PALOP (Angola), Brasil (Amazónia, Sudeste — surto 2016–2019), Peru.
Quem tem mais risco
Ausência de vacinação, viagem/residência em zonas endémicas (África tropical, América do Sul), exposição a mosquitos Aedes/Haemagogus, trabalho ao ar livre em zonas florestais (ciclo silvático), idade >60 anos (risco acrescido de YEL-AVD após vacinação).
Complicações potenciais
Insuficiência hepática fulminante (AST >5.000 — mau prognóstico). IRA (50–80% das formas graves). Hemorragia (CID). Miocardite. FMO. Mortalidade formas graves: 20–60%.
Resultados esperados e recuperação
Doença ligeira/moderada (~85% dos casos sintomáticos): Autolimitada, recuperação completa em 3–4 dias.
Doença grave (~15% dos casos sintomáticos, "fase tóxica"):
TL 20–50% uma vez instalada a fase tóxica.
Hepatite grave, insuficiência renal, manifestações hemorrágicas, disfunção multiorgânica.
Não existe tratamento antiviral específico — a abordagem é puramente de suporte.
No geral: A maioria das infeções é assintomática ou ligeira. Dos que desenvolvem sintomas, ~15% progridem para doença grave. Taxa de letalidade por infeção global: ~3–7,5%.
Recuperação: Os sobreviventes desenvolvem imunidade vitalícia. Sem estado de portador crónico.
Esta doença é prevenível pela vacinação. Proteção eficaz está disponível.
Fale com um especialista em medicina de viagem sobre o esquema recomendado antes da sua viagem.
Encontrar uma clínica de vacinação →O conteúdo desta página tem carácter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou recomendações de tratamento. Em caso de problemas de saúde, consulte um profissional de saúde qualificado. O Medova não é um prestador de serviços médicos.
Termos de utilização completosDistribuição geográfica e surtos ativos
Recent epidemiological data from the World Health Organization Global Health Observatory.
Source: WHO GHO OData ↗
Source: WHO GHO OData ↗
And 11 more records
This data is provided for informational purposes. Please consult official WHO sources for the most current information.
View WHO data source →| Bandeira | País | Nível de risco |
|---|---|---|
| Togo | Risco alto | |
| Sudao do Sul | Risco alto | |
| Guine | Risco alto | |
| Peru | Risco alto | |
| Costa do Marfim | Risco alto | |
| Gana | Risco alto | |
| Colombia | Risco alto | |
| Uganda | Risco alto | |
| Camaroes | Risco alto | |
| Guine-Bissau | Risco alto |
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