Visão geral
Gripe aviária H5N1/H7N9 com alta letalidade em humanos.
Sintomas
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Tosse | 83% | Ligeiro | Fase inicial |
| Febre | 97% | Moderado | Fase inicial |
| Arrepios | 45% | Ligeiro | Fase inicial |
| Conjuntivite | 10% | Ligeiro | Fase inicial |
| Diarreia | 30% | Ligeiro | Fase inicial |
| Cefaleia | 45% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mal-estar | 65% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mialgia | 55% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dor de garganta | 26% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dor abdominal | 15% | Ligeiro | Fase inicial |
| Perda de apetite | 35% | Ligeiro | Fase inicial |
| Náuseas | 18% | Ligeiro | Fase inicial |
| Vómitos | 20% | Ligeiro | Fase inicial |
| Rinorreia | 15% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dispneia | 72% | Grave | Fase aguda |
| Aperto torácico | 40% | Moderado | Fase aguda |
| Tosse produtiva | 42% | Moderado | Fase aguda |
| Hemoptise | 10% | Grave | Fase aguda |
| Taquicardia | 40% | Moderado | Fase aguda |
| Alteração da consciência | 8% | Crítico | Fase tardia |
Transmissão
Visão geral
A gripe aviária refere-se a infeções humanas por vírus influenza A de origem aviária, nomeadamente H5N1, H7N9 e H5N6. Transmissão por contacto direto com aves. TL: H5N1 ~60 %, H7N9 ~40 %. Potencial pandémico.
Visão geral
Causada por vírus influenza A aviário (H5N1 CFR ~59%, H7N9 CFR ~39%). Transmissão: contacto com aves infetadas, mercados de aves vivas. Transmissão pessoa-a-pessoa limitada. Risco pandémico. Portugal: H5N1 de alta patogenicidade detetado em aves selvagens (2022–2024). Sem casos humanos. Vigilância ativa pelo DGAV e DGS. DDO IMEDIATA (ESPII).
Sinais de emergência
Dispneia rapidamente progressiva após contacto com aves, cianose, alteração do estado de consciência. Qualquer caso suspeito exige isolamento imediato e notificação.
Sintomas detalhados
Sinais e sintomas mais comuns
Febre alta, tosse, dispneia. Progressão rápida para ARDS e falência multiorgânica. Sintomas gastrointestinais mais frequentes do que na gripe sazonal. Encefalite e miocardite raras.
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso da doença
Dia 1–3: febre, tosse. Dia 3–7: progressão para pneumonia, hipoxémia. Dia 7–14: ARDS, falência multiorgânica nos casos graves.
Diagnóstico
Como esta doença é identificada
RT-PCR de amostras respiratórias profundas (padrão de referência). Testes rápidos pouco fiáveis. TC: opacidades em vidro despolido bilaterais. BSL-3 para cultura viral.
Tratamento
Métodos de tratamento disponíveis
Oseltamivir 75 mg 2×/dia (o mais precoce possível). Cuidados intensivos: ventilação mecânica, ECMO para ARDS. Amantadina sem eficácia (resistência).
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Detalhes de prevenção
Como se proteger
Evitar contacto com aves, não frequentar mercados de aves vivas, higiene das mãos, cozinhar aves/ovos completamente (>70 °C). EPI para trabalhadores avícolas. Vacina sazonal para trabalhadores avícolas. Vacinas pré-pandémicas H5N1 em reservas de emergência.
A preparação é a melhor proteção.
Conselhos de viagem
Evitar mercados de aves vivas em países endémicos. Aves/ovos apenas bem cozinhados. Se febre e sintomas respiratórios após contacto com aves, procurar assistência médica imediata.
Quão comum é?
Estatísticas e dados geográficos
H5N1: >900 casos desde 2003, >450 mortes. H7N9: >1.500 casos 2013–2017 na China. A vacinação avícola reduziu drasticamente os casos humanos de H7N9. Maior ameaça à segurança sanitária global.
Fatores de risco
Quem tem mais risco
Contacto direto com aves, mercados de aves vivas, exposição ocupacional, crianças (H5N1), homens idosos com comorbilidades (H7N9).
Detalhes das complicações
Complicações potenciais
ARDS (principal causa de morte), falência multiorgânica, pneumonia bacteriana secundária, encefalite, miocardite, tempestade de citocinas, fibrose pulmonar nos sobreviventes.
Recuperação e perspetivas
Resultados esperados e recuperação
Elevada letalidade: H5N1 ~60 %, H7N9 ~40 %. Terapia antiviral precoce melhora a sobrevivência. Sobreviventes: fibrose pulmonar e défices neurocognitivos possíveis.