Visão geral
Arbovirose por Aedes. Microcefalia se na gravidez. Sem vacina.
Sintomas
Sintomas | Frequência | Gravidade | Início |
|---|---|---|---|
| Artralgia | 65% | Ligeiro | Fase inicial |
| Conjuntivite | 55% | Ligeiro | Fase inicial |
| Febre | 65% | Ligeiro | Fase inicial |
| Exantema maculopapular | 90% | Ligeiro | Fase inicial |
| Fadiga | 60% | Ligeiro | Fase inicial |
| Cefaleia | 45% | Ligeiro | Fase inicial |
| Prurido | 40% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mal-estar | 50% | Ligeiro | Fase inicial |
| Mialgia | 48% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dor retro-orbitária | 35% | Ligeiro | Fase inicial |
| Náuseas | 20% | Ligeiro | Fase inicial |
| Gânglios linfáticos inchados | 15% | Ligeiro | Fase inicial |
| Dor abdominal | 7% | Ligeiro | Fase inicial |
| Diarreia | 8% | Ligeiro | Fase inicial |
| Tonturas | 10% | Ligeiro | Fase inicial |
| Perda de apetite | 15% | Ligeiro | Fase inicial |
| Vómitos | 10% | Ligeiro | Fase inicial |
| Edema | 5% | Ligeiro | Fase aguda |
Transmissão
Visão geral
O Zika é uma doença viral transmitida por mosquitos Aedes (sobretudo A. aegypti), causada pelo vírus Zika (família Flaviviridae). Geralmente ligeira ou assintomática, mas a infeção durante a gravidez pode causar síndrome congénita por Zika, incluindo microcefalia e anomalias cerebrais graves. Também associada ao síndrome de Guillain-Barré. Transmissão sexual documentada. Surto pandémico de 2015–2016 nas Américas.
Visão geral
Causada pelo ZIKV (Flaviviridae). Transmissão: Aedes, sexual, vertical. Maioria assintomática. Risco principal: Síndrome Congénita do Zika (microcefalia) em grávidas. Epidemia 2015–2016 (Brasil epicentro). NÃO endémica em Portugal (risco na Madeira — Ae. aegypti presente). DDO IMEDIATA.
Sinais de emergência
Grávida + exantema/febre → investigar IMEDIATAMENTE. Fraqueza progressiva (GBS). 112 (INEM).
Sintomas detalhados
Sinais e sintomas mais comuns
Exantema pruriginoso + febre baixa/ausente + conjuntivite + artralgia. 80% assintomáticos. GBS (~0,24/1.000).
Conhecer os sintomas é o primeiro passo para uma resposta rápida.
Curso da doença
Curso típico da doença:
- Período de incubação: 3–14 dias após a picada de mosquito (ou transmissão sexual).
- Doença sintomática (2–7 dias, em apenas 20–25% das infeções): Febre baixa, exantema maculopapular pruriginoso (frequentemente proeminente), artralgia (especialmente das pequenas articulações das mãos e pés), conjuntivite (não purulenta). Cefaleia, mialgias.
- Resolução: Os sintomas resolvem espontaneamente em 1 semana. O vírus é eliminado do sangue em 1–2 semanas, mas pode persistir no sémen até 6 meses.
Diferenças-chave em relação ao dengue: O Zika apresenta febre mais ligeira, exantema e conjuntivite mais proeminentes, e raramente causa trombocitopenia grave ou hemorragia. A principal ameaça é a síndrome congénita de Zika, não a gravidade da doença aguda.
Janela de transmissão sexual: Os homens devem usar preservativo ou abster-se durante 3 meses após infeção por Zika/viagem a áreas endémicas. Mulheres: 2 meses.
Diagnóstico
Como esta doença é identificada
RT-PCR (sangue/urina, primeiros 7 dias). IgM (reatividade cruzada com dengue). PRNT confirmatório.
Tratamento
Métodos de tratamento disponíveis
Suporte. Paracetamol. Anti-histamínicos. PROIBIDO AAS. GBS: IVIg ou plasmaferese.
A maioria dos casos é tratada eficazmente com um diagnóstico precoce.
Detalhes de prevenção
Como se proteger
NÃO há vacina. Proteção contra Aedes (DEET diurno). Preservativo ≥3 meses (homens) / ≥2 meses (mulheres). Grávidas: EVITAR áreas endémicas.
A preparação é a melhor proteção.
Conselhos de viagem
Grávidas: NÃO viajar a áreas endémicas. Preservativo em relações com parceiro que viajou. Proteção contra mosquitos diurnos.
Quão comum é?
Estatísticas e dados geográficos
Portugal: casos importados esporádicos. Risco na Madeira (Ae. aegypti). Viajantes em risco: Brasil, Caribe, SE Asiático.
Fatores de risco
Quem tem mais risco
Viagem/residência em zona com transmissão ativa, exposição a mosquitos Aedes (atividade diurna), gravidez (risco de síndrome congénita por Zika), relações sexuais desprotegidas com parceiro infetado/regressado de zona endémica, ausência de proteção contra mosquitos.
Detalhes das complicações
Complicações potenciais
SCZ (microcefalia, 5–14% se infeção T1). GBS (0,24/1.000). Mortalidade adulto: ~0.
Recuperação e perspetivas
Resultados esperados e recuperação
Em adultos não grávidas: Excelente prognóstico. Doença autolimitada com duração de 2–7 dias. TL extremamente baixa (<0,01%).
Na gravidez: consequências fetais DEVASTADORAS.
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Síndrome congénita de Zika: microcefalia, calcificações cerebrais, anomalias oculares, artrogripose, restrição de crescimento.
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Risco de anomalias congénitas: 5–15% das infeções no primeiro trimestre (algumas estimativas superiores).
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A infeção no primeiro trimestre acarreta o maior risco.
Síndrome de Guillain-Barré (SGB): 2–3 por 10.000 infeções. Habitualmente autolimitada, mas pode necessitar de cuidados intensivos.
A longo prazo: Sem infeção crónica. A imunidade pós-infeção parece duradoura.
